Economia

Argentina registra raro superávit com o Brasil enquanto comércio bilateral encolhe

jan, 09, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202602

O comércio bilateral entre Argentina e Brasil caiu 16,9% na comparação anual em dezembro, totalizando US$ 2,109 bilhões, ante US$ 2,538 bilhões no mesmo mês de 2024, segundo o mais recente relatório de comércio bilateral divulgado pela Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC).

A contração refletiu quedas simultâneas tanto nas exportações quanto nas importações entre os dois países. As exportações argentinas para o Brasil somaram US$ 1,068 bilhão em dezembro de 2025, recuo de 14,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, marcando o sexto mês consecutivo de queda. Na comparação com novembro de 2025, os embarques também recuaram 3%.

Do lado das importações, as compras argentinas do Brasil totalizaram US$ 1,042 bilhão, registrando queda anual de 19,6% — a segunda retração observada em 2025 — e diminuição de 15,3% frente ao mês anterior.

Apesar do menor fluxo comercial, a balança bilateral virou para superávit para a Argentina, com resultado positivo de US$ 26 milhões em dezembro. Foi o primeiro superávit após 17 meses consecutivos de déficit. No acumulado de 2025, contudo, a Argentina ainda registrou déficit comercial de US$ 5,224 bilhões com o Brasil.

Consulte o gráfico abaixo para uma visão geral completa do comércio de contêineres (medido em TEUs) entre a Argentina e o Brasil, de janeiro a novembro de 2025. Clique em “Solicitar uma demonstração” para obter mais informações com base nas soluções de Business Intelligence da Datamar.

Comércio de contêineres Argentina-Brasil | Jan 2022 – Nov 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Setores afetados e comércio regional

Segundo a CAC, a queda das exportações argentinas foi puxada principalmente pela redução nos embarques de automóveis de passageiros, leite, creme e produtos lácteos, além de partes e acessórios para veículos automotores. A diminuição das importações a partir do Brasil foi explicada, em grande parte, pela menor compra de peças e acessórios automotivos, automóveis de passageiros, motores a pistão, veículos rodoviários e minérios e concentrados de ferro.

No ranking de parceiros comerciais do Brasil, a Argentina ocupou a quarta posição entre os principais fornecedores do país, atrás de China, Hong Kong e Macau (US$ 5,443 bilhões), Estados Unidos (US$ 3,199 bilhões) e Alemanha (US$ 1,094 bilhão). Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a Argentina ficou em terceiro lugar, superada apenas por China, Hong Kong e Macau (US$ 7,207 bilhões) e Estados Unidos (US$ 3,449 bilhões).

As exportações globais do Brasil cresceram 24,7% em dezembro de 2025 na comparação anual, passando de US$ 24,881 bilhões para US$ 31,038 bilhões. As importações avançaram 5,7%, de US$ 20,245 bilhões para US$ 21,405 bilhões. Com isso, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 9,633 bilhões em dezembro, mantendo saldo positivo pelo décimo mês consecutivo. No acumulado de 2025, o superávit comercial global do Brasil foi de US$ 69,943 bilhões.

Fonte: Forbes Argentina

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