Economia

Atividade econômica do Brasil cresce 2,5% em 2025, com agricultura amortecendo desaceleração, diz banco central

fev, 19, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202608

A atividade econômica do Brasil cresceu 2,5% em 2025, mostraram dados do banco central divulgados na quinta-feira, desacelerando em relação ao ritmo do ano anterior, mas mais uma vez superando as projeções iniciais com a ajuda de um setor agrícola em forte expansão.

O resultado tem como base o índice IBC-Br do banco central, amplamente considerado um indicador antecedente do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador é calculado a partir de estimativas da agropecuária, indústria e serviços, além de impostos ligados à produção.

Em termos não ajustados sazonalmente, excluindo o robusto avanço de 13,1% da agropecuária, o índice teria subido 1,8% em 2025.

Os dados oficiais do PIB serão divulgados em 3 de março.

Economistas consultados semanalmente pelo banco central projetam uma expansão de 2,3% do PIB em 2025, desacelerando em relação aos 3,4% registrados no ano anterior, em um contexto de política monetária extremamente restritiva voltada ao controle das pressões inflacionárias.

No início de 2025, porém, os economistas projetavam uma alta mais modesta, de 2,0%, para o PIB.

O banco central interrompeu em julho um agressivo ciclo de aperto monetário que elevou a taxa básica Selic em 450 pontos-base e, desde então, manteve-a inalterada em 15%, o nível mais alto em quase duas décadas.

As autoridades sinalizaram o início de um ciclo de afrouxamento a partir do próximo mês.

“A atividade encerrou 2025 em ritmo fraco, reforçando o argumento para um afrouxamento à frente”, afirmou Andres Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, em nota a clientes, destacando a estabilização da atividade em níveis baixos após uma desaceleração no meio do ano em diversos setores.

Em dezembro, o índice IBC-Br caiu 0,2% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal — recuo menor do que a queda de 0,5% esperada por economistas ouvidos pela Reuters.

No quarto trimestre, o índice avançou 0,4% em relação aos três meses anteriores, com resultados positivos em todos os setores, exceto na indústria, segundo dados do banco central.

Reportagem de Marcela Ayres, da Reuters

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