Banco Mundial vê alta menor para PIB do Brasil
jan, 14, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202603
O Banco Mundial revisou para baixo a sua projeção para a taxa de crescimento da economia brasileira em 2026, com a estimativa passando de 2,2% para 2%. A previsão para 2027 é de expansão ligeiramente maior da atividade econômica do Brasil, com alta de 2,3%, conforme nova edição do relatório Perspectivas Econômicas Globais divulgada nesta terça-feira (13).
O crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro previsto para este ano, segundo o órgão internacional, reflete as taxas de juros reais (descontadas da inflação) do país, os “ventos contrários” relacionados ao comércio e a maior incerteza global.
A estimativa do Ministério da Fazenda é um pouco mais otimista para 2026. A pasta projeta aumento de 2,4% do PIB em 2026, segundo o Boletim Macrofiscal de novembro.
No contexto regional, o Banco Mundial projeta que o PIB da América Latina e Caribe crescerá 2,3% em 2026 e 2,6% em 2027, com a recuperação dos fluxos comerciais e a melhora da demanda doméstica.
Veja como foi o fluxo das exportações brasileiras via container entre 2022 e novembro de 2025, segundo os dados da Datamar.
Exportações Brasileiras via Contêineres | Jan a Nov | 2022 a 2025 | TEU
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Já o crescimento global deve permanecer estável nos próximos dois anos, variando entre 2,6% e 2,7%, apesar das “tensões comerciais persistentes”. O órgão estima que o crescimento da economia mundial tenha sido de 2,7% em 2025, ficando em 2,6% neste ano e 2,7% no ano que vem.
Segundo o Banco Mundial, a expansão da economia global nos próximos dois anos está relacionada ao dinamismo da economia dos Estados Unidos.
No entanto, mesmo que as projeções se concretizem, a década de 2020 deverá ser a “mais fraca” em termos de crescimento global desde a década de 1960, diz o órgão.
“A cada ano que passa, a economia global vem se mostrando menos capaz de gerar crescimento e, aparentemente, mais resiliente às incertezas em relação às políticas”, destaca Indermit Gill, economista-chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial.
No caso das economias em desenvolvimento, a estimativa é de que o crescimento desacelere para 4% em 2026 – após registrar alta de 4,2% em 2025 – e volte a subir levemente para 4,1% em 2027. Entram nesse grupo economias de renda baixa e média. O Banco Mundial diz que a expansão da economia será mais elevada especificamente nos países de baixa renda, com alta média anual de 5,6% em 2026 e 2027.
“Com a dívida pública das economias emergentes e em desenvolvimento no patamar mais alto em mais de meio século, a restauração da credibilidade fiscal passa a ser prioridade urgente”, diz M. Ayhan Kose, economista-chefe-adjunto e diretor do Banco Mundial.
“Regras fiscais bem elaboradas podem ajudar os governos a estabilizar a dívida, recompor a margem de manobra de suas políticas públicas e responder de forma mais eficaz aos choques. Mas regras, por si só, não são suficientes: credibilidade, cumprimento e compromisso político são, em última instância, os fatores que definem se as regras fiscais vão gerar estabilidade e crescimento.”
Por Mariana Andrade para Valor Econômico
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