Brasil exporta 461% mais café para parceiro sul-americano forte no setor e consolida mercado
out, 07, 2025 Postado porSylvia SchandertSemana202542
As exportações de café brasileiro para a Colômbia aumentaram 461% em setembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (6).
Com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos de exportação do Brasil, o café — taxado em 50% — já havia encontrado novas rotas de escoamento. Foi o caso da Rússia, que bateu recorde de importações do café brasileiro em 2025, totalizando 732,3 mil sacas no primeiro semestre.
O crescimento expressivo do comércio cafeeiro com a Colômbia envolveu a exportação de 7.057 sacas em um único mês, um aumento de 129% em relação a agosto e de mais de 460% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A Colômbia é uma das líderes mundiais na produção de café arábica lavado, reconhecido internacionalmente pela qualidade. Em 2024, o país produziu 13,9 milhões de sacas de 60 kg, e as exportações cresceram cerca de 16%.
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações para o parceiro sul-americano aumentaram cerca de seis vezes em agosto, logo após a adoção da tarifa de 50% pelos EUA — que costumavam ser o principal destino do café brasileiro.
Com o México, as exportações passaram de 132 mil sacas em agosto de 2024 para 251 mil no mesmo mês deste ano.
Acredita-se que México e Colômbia estejam aproveitando a maior oferta de café brasileiro para revender o produto aos Estados Unidos por vias indiretas, já que não enfrentam as tarifas impostas pela administração Trump.
Outra preocupação é que produtores colombianos — cujo café é considerado de qualidade superior e vendido a preços mais altos — estejam misturando café brasileiro ao nacional para reduzir os custos de produção.
O café conilon, principal tipo usado na fabricação de café solúvel, não é produzido nem no México nem na Colômbia, mas é amplamente exportado pelo Brasil. Esse tipo representou 36% do total de café brasileiro importado pela Colômbia e 78% das importações mexicanas.
Especialistas apontam que essa movimentação pode indicar uma tendência desses países a transformar o conilon em café solúvel e exportá-lo posteriormente aos EUA.
Segundo informações da Secex, os efeitos do tarifaço norte-americano não estão se concretizando como esperava o governo Trump — ao menos no setor agropecuário. A carne bovina brasileira, que recebeu tarifa de 76% para entrar no mercado americano, também foi redirecionada a outros destinos.
Em setembro, o setor bateu recorde de 2,4 milhões de toneladas exportadas e registrou receita de US$ 12,23 bilhões. De janeiro a agosto, o volume embarcado aumentou 15%, e a receita cresceu 32,9% em relação ao mesmo período de 2024.
Um dos principais destinos das carnes brasileiras — especialmente a de frango — é a China. Em seguida aparecem Estados Unidos e Chile, mas o mercado vem se diversificando para incluir também México, União Europeia e Canadá.
Fonte: Revista Fórum
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