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Brasil vai revogar decreto sobre hidrovias após protesto indígena ocupar porto da Cargill

fev, 24, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202609

O Brasil decidiu revogar um decreto que ampliaria as hidrovias amazônicas dentro de um programa federal de privatização, afirmou um integrante do governo na segunda-feira (23 de fevereiro). A medida ocorre após a ocupação de uma instalação portuária da Cargill no rio Tapajós por manifestantes indígenas.

Os protestantes afirmam que o decreto, publicado em agosto, abriria rios da Amazônia — como o Tapajós — para dragagem, o que poderia afetar a qualidade da água e a pesca da qual dependem para sobreviver. Grãos como soja e milho são transportados pelos rios antes de chegar aos mercados de exportação.

No fim de semana, as operações do terminal portuário fluvial da Cargill em Santarém, no estado do Pará, foram suspensas após a ocupação da instalação por manifestantes indígenas. Antes de ocupar o terminal, os grupos indígenas protestavam havia semanas na entrada do local.

“Os povos indígenas estão se manifestando há mais de 30 dias, questionando o decreto e apontando os efeitos que ele poderia ter sobre suas comunidades”, disse Guilherme Boulos, chefe da Secretaria da Presidência da República, ao anunciar a revogação do decreto.

Manifestantes no terminal da Cargill em Santarém comemoraram o anúncio, segundo um repórter da Reuters. No entanto, uma liderança local afirmou que a publicação oficial da revogação no Diário Oficial da União será condição para que eles deixem o terminal.

Fonte: Reuters

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