Canal do Panamá opera no limite com boom de navios de gás após crise no Oriente Médio
mar, 23, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202613
O Canal do Panamá está operando em sua capacidade máxima, com a passagem diária de entre 36 e 38 embarcações, afirmou na sexta-feira o administrador da via, Ricaurte Vásquez, acrescentando que a guerra com o Irã está impulsionando a demanda por parte de proprietários e operadores de navios de gás natural liquefeito (GNL).
A demanda tem sido particularmente forte para embarcações que carregam em portos dos Estados Unidos, acrescentou Vásquez.
Desde o início do conflito, muitos navios têm enfrentado dificuldades para chegar ou têm evitado o Canal de Suez, a maior via navegável do mundo. O Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o transporte de produtos energéticos provenientes do Kuwait, Catar e Bahrein, foi fechado.
O Panamá vem sendo cada vez mais visto como uma rota alternativa, especialmente para a distribuição de GNL dos Estados Unidos para países consumidores, disse Vásquez.
O Canal do Panamá — a segunda via navegável mais movimentada do mundo — já vinha registrando aumento no tráfego de navios de GNL antes do início da guerra, há quase três semanas. Agora, prepara-se para oferecer uma vaga diária para a passagem de navios desse tipo, um aumento significativo em relação às quatro vagas mensais recentes, afirmou Vásquez.
“Agora temos (água suficiente), então estamos operando na capacidade máxima”, disse ele, referindo-se à seca anterior que levou o canal, dependente de água doce, a impor restrições de passagem entre 2023 e 2024.
O aumento da demanda está elevando o número de trânsitos diários acima da média de 34 que havia sido prevista para este ano fiscal.
A autoridade do canal informou anteriormente na sexta-feira que um programa de manutenção planejado para o período de março a setembro não afetará o tráfego na via.
“As cargas precisam chegar aos seus destinos e a rota mais curta continua sendo o Panamá, que tem capacidade para acomodar trânsito adicional”, disse Vásquez.
O canal normalmente registra queda sazonal na demanda de navios porta-contêineres vindos da Ásia entre janeiro e março, o que permite oferecer mais vagas para navios-tanque que transportam produtos energéticos, acrescentou.
Por Elida Moreno e Marianna Parraga, para a Reuters.
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