Clima e conflito no Oriente Médio derrubam performance da Hapag-Lloyd no 1º trimestre
maio, 14, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202620
A Hapag-Lloyd encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um EBITDA – Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização – de US$ 494 milhões (EUR 422 milhões). No mesmo período, o EBIT do grupo caiu para US$ -157 milhões (EUR -134 milhões), enquanto o lucro líquido ficou negativo em US$ 256 milhões (EUR -219 milhões). Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o desempenho foi pressionado pela queda dos fretes e por disrupções operacionais provocadas por eventos climáticos severos e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
Na divisão de navegação regular, a receita recuou para US$ 4,8 bilhões (EUR 4,1 bilhões), principalmente em razão da redução da tarifa média de frete, que ficou em US$ 1.330 por TEU, ante US$ 1.471 por TEU no primeiro trimestre de 2025. O volume transportado somou 3,2 milhões de TEUs, praticamente em linha com o registrado um ano antes, apesar do mau tempo na Europa e na América do Norte, que continuou afetando operações em terminais e cadeias de suprimento. Além disso, o bloqueio do Estreito de Ormuz desorganizou os fluxos de carga. O Ebitda da unidade caiu para US$ 447 milhões (EUR 382 milhões), enquanto o EBIT ficou em US$ -174 milhões (EUR -149 milhões).
Na divisão de Terminais e Infraestrutura, a receita subiu para US$ 168 milhões (EUR 144 milhões) no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela consolidação integral, pela primeira vez, da operação de contêineres da J M Baxi e pelo forte crescimento de volumes na América Latina e na Índia. O Ebitda avançou para US$ 47 milhões (EUR 40 milhões), e o EBIT ficou em US$ 18 milhões (EUR 15 milhões).
“O primeiro trimestre de 2026 ficou abaixo do que esperávamos. As interrupções nas cadeias de suprimento causadas pelo clima e a pressão sobre os fretes levaram a um resultado significativamente mais fraco. Ao mesmo tempo, a nossa rede Gemini demonstrou resiliência mesmo em condições adversas, o que nos ajudou a preservar uma oferta confiável de serviços para os clientes. Seguiremos firmemente focados na Estratégia 2030 e nas próximas etapas para a conclusão bem-sucedida do acordo de fusão com a ZIM, mantendo uma gestão rigorosa de custos em meio a um ambiente de mercado volátil”, afirmou Rolf Habben Jansen, CEO da Hapag-Lloyd AG.
Para o ano fiscal de 2026, a diretoria manteve a projeção de Ebitda de grupo entre US$ 1,1 bilhão e US$ 3,1 bilhões (EUR 0,9 bilhão a EUR 2,6 bilhões) e de EBIT entre US$ -1,5 bilhão e US$ 0,5 bilhão (EUR -1,3 bilhão a EUR 0,4 bilhão). A companhia ressalta, porém, que essa perspectiva segue cercada de incerteza diante da elevada volatilidade dos fretes e da continuidade do conflito no Oriente Médio.
O relatório financeiro do primeiro trimestre de 2026 está disponível aqui.
Fonte: Hapag-Lloyd
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