Navegação

CMA CGM adia retorno de navios ao Canal de Suez por ‘incertezas geopolíticas’

jan, 20, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202604

O grupo de transporte marítimo CMA CGM voltará a desviar navios em três de seus serviços para longe do Canal de Suez devido a incertezas globais, informou a empresa francesa, recuando nos planos de expandir os trânsitos após dois anos de interrupções ligadas a ataques a embarcações.

As empresas de navegação vêm avaliado um retorno ao crítico corredor comercial Ásia-Europa depois que navios foram redirecionados para o sul da África no final de 2023, após ataques no Mar Vermelho por rebeldes Houthis do Iêmen, que alegaram ser motivados pela guerra em Gaza e pelo sofrimento dos palestinos.

Um cessar-fogo em Gaza e a subsequente calmaria nos ataques Houthi haviam aumentado as esperanças de normalização do tráfego.

Após realizar trânsitos limitados usando escoltas navais, a empresa estava pronta para expandir seu uso da rota, tendo enviado dois grandes navios porta-contêineres pelo canal no mês passado, enquanto planejava trânsitos regulares a partir de janeiro para um serviço Índia e Estados Unidos.

No entanto, em um comunicado aos clientes publicado em seu site, a CMA CGM disse que, por enquanto, redirecionaria os navios alocados em seus serviços French Asia Line 1 (FAL 1), French Asia Line 3 (FAL 3) e Mediterranean Club Express (MEX) via Cabo da Boa Esperança, no sul da África, citando “o contexto internacional complexo e incerto”.

A CMA CGM, a terceira maior companhia de transporte de contêineres do mundo, não entrou em detalhes sobre as incertezas globais.

Desde dezembro, a agitação no Irã e os avisos do presidente dos EUA, Donald Trump, de possível intervenção por Washington reavivaram as preocupações sobre a instabilidade na região, embora Trump tenha dito nos últimos dias que a violência parece estar diminuindo.

A Maersk, a segunda maior linha de contêineres do mundo, disse na semana passada que um de seus serviços cruzaria o Mar Vermelho e o Canal de Suez a partir deste mês.

Fonte: Reuters / Valor Econômico

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