CMA CGM incorpora seu 400º navio próprio e avança na estratégia de frota com combustíveis alternativos
jan, 26, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202605
A CMA CGM recebeu o CMA CGM Monte Cristo, porta-contêineres de 16.000 TEUs que marca o 400º navio de propriedade do grupo francês. A entrega foi concluída no estaleiro DSIC Tianjin, na China, e reforça a estratégia da companhia de ampliar a participação de ativos próprios na frota e acelerar a adoção de combustíveis alternativos.
O Monte Cristo é o primeiro de uma série de seis novas embarcações e eleva a frota operada do grupo para mais de 650 navios. Com 366 metros de comprimento e boca de 51 metros, o porta-contêineres foi projetado para rotas de longo curso e alta capacidade, contando com 1.000 tomadas para contêineres refrigerados.
Registrado sob bandeira de Malta, o navio será comandado pelo capitão Predrag Vojvodic e tripulado por 23 pessoas. Após a cerimônia de batismo, realizada em 21 de janeiro, a embarcação inicia operação comercial em 29 de janeiro, com saída de Ningbo, na China, integrando o serviço BEX2 – Phoenician Express, que conecta o Norte da Ásia ao Levante e ao Mar Adriático.
Aposta no metanol
Além do marco numérico, o Monte Cristo é o 11º navio movido a metanol a integrar a frota da CMA CGM. A empresa tem outros 13 porta-contêineres a metanol encomendados, dentro de seu plano de descarbonização, que prevê alcançar neutralidade de carbono até 2050.
O setor marítimo segue dividido entre o uso de GNL e metanol como combustíveis de transição rumo a uma navegação de baixas emissões. A CMA CGM tem adotado uma estratégia dual: até 2031, a companhia espera operar cerca de 200 navios com propulsão dual, capazes de utilizar combustível convencional e alternativas de menor intensidade de carbono, à medida que a oferta global de metanol verde se amplia.
Posicionamento estratégico
A incorporação do Monte Cristo reflete uma tendência entre grandes armadores globais de investir diretamente em frota própria equipada com tecnologias mais avançadas, reduzindo a dependência de afretamentos. Ao ampliar sua frota de navios preparados para operar com metanol, a CMA CGM busca se antecipar a regulações ambientais mais rigorosas, especialmente na Europa e na Ásia, onde precificação de carbono e limites de emissões vêm ganhando peso nas operações portuárias.
Fonte: CMA CGM
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