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Economia

Comércio entre Brasil e países árabes cresce 5% em 2026

out, 08, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202641

O comércio entre o Brasil e os países árabes cresceu nos primeiros nove meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações brasileiras somaram US$ 15,3 bilhões, alta de 3,7% ante 2025.

As importações também avançaram, com crescimento de 7,7%, para US$ 7,9 bilhões entre janeiro e setembro.

A corrente de comércio — soma das exportações e importações — aumentou 5%, para US$ 23,3 bilhões, enquanto o superávit brasileiro nas trocas com os países árabes recuou 0,4%, para US$ 7,4 bilhões.

Em setembro, porém, o movimento foi de queda nos dois sentidos. As exportações brasileiras para os países árabes recuaram 7,1% em relação a setembro de 2025, para US$ 2 bilhões, enquanto as importações diminuíram 9,7%, para US$ 877,8 milhões.

Países árabes seguem entre os principais parceiros comerciais do Brasil

No acumulado do ano, os países árabes, considerados em conjunto, permanecem como o terceiro maior mercado para as exportações brasileiras, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Como origem das importações brasileiras, o bloco ocupa a sexta posição, depois de China, Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Coreia do Sul, e à frente de Rússia, Índia, México e Itália.

Entre os países árabes, os principais compradores de produtos brasileiros são Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Argélia e Marrocos.

Do lado das importações, os maiores fornecedores árabes para o Brasil são Arábia Saudita, Marrocos, Egito, Argélia, Emirados Árabes Unidos e Omã.

Os principais produtos exportados pelo Brasil para os mercados árabes são açúcar, carne de frango, milho, minério de ferro e soja.

Já as importações brasileiras provenientes desses países são concentradas em petróleo bruto, derivados de petróleo, fertilizantes fosfatados, fertilizantes mistos e fertilizantes nitrogenados.

A pauta reflete, em especial, a forte dependência brasileira de fertilizantes importados para abastecer o agronegócio. Marrocos e Egito estão entre os principais fornecedores desses insumos ao mercado brasileiro.

Fonte: ANBA

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