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Consórcio vai desenvolver corredor marítimo verde entre Brasil e Europa

jun, 05, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202623

Um novo consórcio, facilitado pelo Global Maritime Forum e pela RMI (Rocky Mountain Institute), trabalhará para estabelecer um corredor marítimo verde entre o Porto do Açu, no Brasil, e o Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica.

O grupo também reúne as empresas HIF Global, Fuella, NYK Line, Höegh Autoliners e Wallenius Wilhelmsen. O objetivo é avaliar infraestrutura, embarcações e modelos de negócios para criar um roteiro de transporte de combustíveis de emissão zero produzidos no Açu, como e-amônia e e-metanol. O próprio transporte marítimo também seria realizado utilizando esses mesmos combustíveis de emissão zero ou próxima de zero.

O novo consórcio dá continuidade a um estudo preliminar de viabilidade desenvolvido pela RMI e pelo Global Maritime Forum em novembro de 2025. O estudo destacou os custos projetados competitivos dos e-combustíveis produzidos no Porto do Açu, resultado de políticas brasileiras favoráveis à produção de hidrogênio verde, da matriz elétrica majoritariamente renovável do país, da abundância de fontes de energia renovável e do custo relativamente baixo de capital.

A análise completa de viabilidade deverá ser publicada até o final deste ano. Até lá, os integrantes do consórcio realizarão reuniões periódicas para avançar no projeto.

Os chamados corredores marítimos verdes são rotas comerciais dedicadas nas quais a viabilidade do transporte marítimo com emissão zero é impulsionada por ações coordenadas dos setores público e privado. Essas iniciativas são consideradas fundamentais para que a indústria naval alcance a meta de fazer com que os combustíveis de emissão zero representem 5% do consumo total de combustíveis do setor até 2030.

Embora os corredores verdes tenham se expandido rapidamente em diversas regiões do mundo e algumas iniciativas já tenham alcançado a fase de implementação, a edição mais recente do Relatório Anual de Progresso dos Corredores Marítimos Verdes alertou que os avanços estão sendo limitados por uma “barreira de viabilidade”, causada pela diferença de custos entre os combustíveis convencionais e os combustíveis de emissão zero.

Fonte: Splash 247

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