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Contêineres perdidos no mar sobem para 1.478 em 2025, mas continuam representando uma pequena parcela do comércio global

jun, 29, 2026 Postado porSylvia Schandert

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As perdas de contêineres no mar aumentaram em 2025, impulsionadas principalmente por um único incidente de grande porte, mas continuaram representando uma parcela muito pequena do comércio mundial de cargas conteinerizadas, segundo o mais recente relatório Containers Lost at Sea, do World Shipping Council (WSC).

O relatório estima que 1.478 contêineres foram perdidos no mar em 2025, de um total de cerca de 280 milhões de contêineres transportados em todo o mundo. Isso significa que as perdas corresponderam a apenas 0,0005% da movimentação global de contêineres.

O número foi superior aos 576 contêineres perdidos em 2024, mas permaneceu muito abaixo dos piores anos já registrados pela indústria. O WSC afirmou que o aumento foi resultado principalmente de alguns eventos de grande impacto, e não de uma deterioração generalizada da segurança no transporte marítimo de contêineres. Um único incidente respondeu por 640 contêineres perdidos, ou cerca de 43% do total.

O conselho também informou que 128 contêineres foram recuperados em 2025, o maior número de recuperações já registrado pela pesquisa. Segundo o WSC, esse resultado reflete uma coordenação mais eficiente entre armadores e autoridades costeiras após incidentes no mar.

Clima e movimentação da carga continuam sendo os principais riscos

As condições climáticas severas permaneceram entre as principais causas de perdas de contêineres em 2025. O relatório destaca temperaturas oceânicas acima da média, padrões climáticos mais imprevisíveis e condições operacionais desafiadoras em rotas importantes, como o Atlântico Norte e o Pacífico Norte.

Fatores operacionais também contribuíram para as perdas, incluindo deslocamento de cargas, colapso de pilhas de contêineres, encalhes, incêndios e perdas de embarcações. O WSC observou que as perdas de contêineres geralmente resultam da combinação de diversos fatores, sendo que o mau tempo frequentemente atua como o gatilho para os incidentes.

Para portos, armadores e proprietários de cargas, o relatório reforça a importância da correta declaração da carga, da adequada estufagem dos contêineres, do planejamento da estivagem e da correta amarração das unidades. Cargas declaradas incorretamente, acondicionamento inadequado e informações imprecisas sobre peso podem aumentar significativamente o risco de acidentes durante o transporte marítimo.

O tema torna-se ainda mais relevante à medida que os navios porta-contêineres continuam aumentando de tamanho e transportando volumes cada vez maiores em rotas de longa distância. Um único incidente pode envolver centenas de contêineres e gerar impactos operacionais, ambientais e securitários em diferentes etapas da cadeia logística.

Novas regras de notificação entram em vigor

O relatório também destaca uma mudança regulatória iniciada em 1º de janeiro de 2026. Alterações na Convenção SOLAS passaram a exigir a notificação obrigatória de contêineres perdidos no mar ou avistados à deriva.

As novas regras determinam que operadores de embarcações e Estados de bandeira comuniquem as perdas de contêineres à Organização Marítima Internacional (IMO). Segundo o WSC, o novo sistema deverá melhorar a qualidade dos dados, apoiar respostas mais rápidas das autoridades costeiras e aumentar a segurança da navegação.

O conselho informou que continuará publicando seu relatório anual em paralelo ao novo sistema de notificações da IMO, a fim de manter a transparência e permitir comparações entre diferentes anos.

Tendência de longo prazo permanece estável

Apesar do aumento registrado em 2025, o WSC destaca que as perdas de contêineres continuam sendo raras quando comparadas à escala do comércio global. O maior número anual registrado pela pesquisa ocorreu em 2013, com 5.578 contêineres perdidos. Já o menor foi registrado em 2023, quando apenas 221 contêineres foram perdidos.

Para a indústria do transporte marítimo de contêineres, a principal conclusão é que, embora as perdas permaneçam estatisticamente limitadas, os riscos operacionais que as provocam continuam exigindo atenção constante. A volatilidade climática, a integridade das cargas, o transporte de mercadorias perigosas e a segurança das embarcações permanecem como temas centrais para armadores, terminais, embarcadores e órgãos reguladores.

Fonte: World Shipping Council.

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