Dados do DataLiner: Exportações por contêineres resistem em 2025, mas cenário global impõe desafios à frente
jan, 07, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202602
Dados recém-divulgados pela equipe de Business Intelligence da Datamar sobre a movimentação brasileira de contêineres apontam que no acumulado entre janeiro e novembro de 2025 as exportações cresceram 1,2% em relação a igual período de 2024. Considerando apenas o mês de novembro, houve uma leve queda de 1,3% em relação a igual mês de 2024.
Exportações Brasileiras via Contêineres | Jan a Nov | 2022 a 2025 | TEU
Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)
As carnes foram a mercadoria mais exportada pelo Brasil no período de janeiro a novembro de 2025, com um volume 4,3% superior ao de igual período do ano passado, seguida por madeira (-8%) e algodão (+3,7%).
A China segue como principal parceiro comercial do Brasil para as exportações brasileiras via contêineres. Porém, os dados do acumulado entre janeiro e novembro indicam uma queda de 5,8% nos embarques para a potência asiática. Com o tarifaço, os embarques aos Estados Unidos caíram 11,2% no mesmo comparativo. Os volumes destinados ao México também tiveram uma queda de 5,2%. Em contrapartida, a Índia recebeu um volume de cargas brasileiras conteinerizadas 33,4% maior entre janeiro e novembro de 2025 em relação a iguais meses de 2024.
Já as importações via contêineres acumulam um crescimento de 5,1% no período de janeiro a novembro em comparação com os primeiros 11 meses de 2024. Considerando apenas o mês de novembro, houve uma queda de 2% nos recebimentos.
Importações Brasileiras via Contêineres | Jan a Nov | 2022 a 2025 | TEU
Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)
Os plásticos foram a mercadoria mais importada no Brasil no acumulado entre janeiro e novembro, com um volume 4,5% superior ao de igual período do ano passado, seguido por reatores, caldeiras e máquinas, cujos recebimentos cresceram 156% e Autopeças, com um volume 8,4% superior.
A China a principal origem das mercadorias importadas pelo Brasil entre janeiro e novembro, com um volume 6,3% maior em relação aos onze primeiros meses de 2024. As importações dos Estados Unidos caíram 2,2% e as da Alemanha cresceram 1,5% no mesmo comparativo.
Dados do Plate
Os dados da Datamar também apontam que as exportações da Argentina cresceram 10,7% no acumulado entre janeiro e novembro de 2025 em relação a iguais meses de 2024. Já as importações cresceram 63,3% no mesmo comparativo.
Os embarques do Uruguai cresceram 5,3% no acumulado do ano no comparativo Janeiro a Novembro de 2025 e 2024 e as importações tiveram uma alta de 11,4% no mesmo comparativo.
Fretes
Os fretes de contêineres na rota entre o Norte da Ásia e a Costa Leste da América do Sul mostraram movimentos limitados na semana encerrada em 2 de janeiro, refletindo demanda fraca, baixa urgência por espaço e fundamentos ainda contidos, segundo a Platts.
Apesar de os armadores continuarem buscando carga adicional, participantes do mercado relataram expectativas reduzidas de variações significativas nas tarifas no curto prazo. A utilização dos navios permaneceu mista, sem níveis considerados críticos, mas com indicações de que as companhias podem adotar estratégias para elevar o volume embarcado.
Nesse contexto, a Platts avaliou o PCR31 — Norte da Ásia para a Costa Leste da América do Sul — em US$ 1.400 por FEU, alta de US$ 200 na comparação semanal.
Perspectivas para o futuro
Olhando à frente, o comércio exterior brasileiro via contêineres tende a enfrentar um período de ajuste e reacomodação, marcado por maior seletividade dos mercados e menor previsibilidade regulatória.
A entrada em vigor das cotas chinesas para carnes e das tarifas mexicanas deve impor pressão adicional sobre os volumes, especialmente nos embarques de maior valor agregado do agronegócio, exigindo uma aceleração da diversificação de destinos, com destaque para Índia, Oriente Médio e Sudeste Asiático.
Ao mesmo tempo, a possível ratificação do acordo Mercosul-UE surge como um vetor estrutural positivo, ainda que de impacto gradual, enquanto os fretes internacionais devem permanecer relativamente estáveis, limitados por uma demanda global moderada e por excesso de capacidade em algumas rotas.
Nesse contexto, a competitividade brasileira dependerá cada vez mais de eficiência logística, ganho de produtividade e flexibilidade comercial para absorver choques externos e sustentar crescimento no médio prazo.
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