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Dois superpetroleiros deixam Estreito de Ormuz, mas tráfego segue reduzido

jul, 31, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202631

Dois superpetroleiros do tipo VLCC, carregados com petróleo embarcado no Golfo, atravessaram o Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (31) em direção ao mar aberto. O movimento de navios pela passagem, no entanto, continua reduzido, segundo dados de rastreamento da Kpler.

O Spain B transporta petróleo carregado no porto saudita de Ras Tanura em 12 de julho e está agora ancorado nas proximidades de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Já o Noble, que recebeu uma carga de petróleo iraquiano Basrah em 25 de julho, segue com destino à China.

Cada um dos dois VLCCs transporta cerca de 2 milhões de barris de petróleo. Eles estavam entre os quatro navios de transporte de commodities que haviam cruzado o estreito até o momento nesta sexta-feira. Todos deixaram a hidrovia.

Na quinta-feira, apenas três embarcações desse tipo passaram pelo Estreito de Ormuz, mostraram os dados.

Em outra operação, a PetroChina afretou provisoriamente o VLCC Jamaica Prosperity para transportar petróleo da região do Golfo à China. O carregamento está previsto para ocorrer por volta de 3 de agosto no porto iraquiano de Basra, segundo registros de afretamento e fontes do mercado.

A petroleira chinesa não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Enquanto isso, 29 navios de transporte de commodities atravessaram o Estreito de Bab el-Mandeb na quinta-feira. Desse total, 19 entraram na passagem e dez saíram.

Entre as embarcações estavam vários petroleiros, incluindo dois VLCCs, dois navios do tipo Suezmax e seis Aframax.

Alguns navios podem estar navegando com os transponders desligados e, por isso, não aparecem na contagem.

O Irã e seus aliados houthis vêm atacando petroleiros que atravessam os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb. Um ataque com drone contra navios gaseiros no porto egípcio de Damietta, no Mediterrâneo, indicou a possível abertura de uma nova frente na guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, aumentando o risco de ameaças à navegação pelo Canal de Suez.

Fonte: Reuters

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