Embraer enxerga espaço para novos contratos de defesa no Oriente Médio após encomenda dos Emirados Árabes
maio, 05, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202619
A Embraer avalia que a encomenda de aeronaves militares C-390 pelos Emirados Árabes Unidos pode abrir espaço para novos contratos de defesa no Oriente Médio, inclusive em negociações entre governos, disse nesta segunda-feira (4) o presidente da divisão de Defesa e Segurança da companhia, Bosco da Costa Junior.
Em entrevista à Reuters, o executivo afirmou que o acordo para o fornecimento de até 20 cargueiros militares C-390 aos Emirados — 10 pedidos firmes e 10 opções de compra — reforça a posição da fabricante brasileira em uma região considerada estratégica para a companhia. Com a decisão dos Emirados, o C-390 passa a ter sido selecionado por 12 países.
“O Oriente Médio é uma região estratégica para nós”, disse Costa Junior. Segundo ele, a empresa vem promovendo na região tanto o C-390 quanto o Super Tucano, aeronave leve de ataque da fabricante.
Na avaliação do executivo, o contrato assinado com os Emirados tem características que podem favorecer novos desdobramentos comerciais. Foi a primeira vez que o C-390 foi escolhido por um cliente do Oriente Médio, e Costa Junior indicou que as opções incluídas no acordo podem abrir caminho para novas adesões ao modelo.
“Não acredito que essas 10 opções tenham sido colocadas no contrato apenas para constar”, afirmou. “Acredito que poderemos ver mecanismos entre governos, com um país facilitando a entrada de outros no grupo de operadores do C-390”, acrescentou, sem mencionar quais seriam esses potenciais compradores.
Segundo a Embraer, esse tipo de negociação já teve papel importante no avanço das vendas do C-390 na Europa. A Suécia aderiu a um acordo liderado pela Holanda, enquanto Portugal assegurou opções de compra que podem ser usadas por outros integrantes europeus da Otan.
No mercado, o anúncio do acordo com os Emirados foi bem recebido. As ações da Embraer subiram 2,5%, enquanto o Ibovespa recuou 0,9%. Analistas do Itaú BBA estimaram em US$ 1 bilhão o valor da encomenda firme.
Renovação de frota impulsiona demanda
No Oriente Médio, a Embraer vinha tentando avançar sobre a frota saudita envelhecida de C-130, da Lockheed Martin. No início deste ano, porém, o presidente-executivo da companhia, Francisco Gomes Neto, disse à Reuters que a perspectiva de uma encomenda da Arábia Saudita havia perdido força.
Atualmente, os Emirados Árabes Unidos operam tanto o C-130 quanto o C-17, da Boeing.
Costa Junior afirmou que os conflitos em curso no mundo não estão, por si só, acelerando diretamente as vendas de aeronaves militares. Ainda assim, disse que esse cenário tem levado governos a olhar com mais atenção para custos operacionais e disponibilidade de frota, fatores que ganham peso nas decisões de renovação.
A Embraer estima uma demanda global entre 400 e 480 cargueiros militares nos próximos 20 anos, impulsionada sobretudo pela necessidade de substituição de aeronaves antigas. Segundo a empresa, cerca de 260 aviões desse segmento em operação no mundo estão perto de completar — ou já superaram — 45 anos de serviço.
“Essas aeronaves vão precisar ser substituídas”, disse o executivo, acrescentando que o C-390 tem capacidade para operar em qualquer região.
Fonte: Reuters
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