Portos e Terminais

Empresa denuncia falha de segurança e paralisação no Porto de Maceió

out, 22, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202544

A empresa Macelog Maceió Logística & Serviços Portuários Eireli comunicou oficialmente à Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (CONPORTOS) uma grave falha de segurança ocorrida no Porto de Maceió, que resultou na invasão e paralisação das atividades no cais comercial desde a manhã do dia 20 de outubro de 2025. De acordo com a empresa, o pátio do cais comercial permanece invadido e obstruído, impedindo o tráfego e o funcionamento das operações portuárias, o que vem gerando prejuízos significativos ao setor.
O fato, segundo comunicado encaminhado à CONPORTOS, teria ocorrido em razão da permissão de acesso a trabalhadores avulsos não escalados, caracterizando uma falha grave nos protocolos de controle e segurança sob responsabilidade da Administração do Porto de Maceió.
A Macelog informou que já havia notificado a administração portuária nos dias 16 e 20 de outubro, alertando sobre o risco de bloqueio e solicitando medidas preventivas, o que não impediu a concretização do episódio. Em caráter de urgência, a empresa solicita que a CONPORTOS adote medidas fiscalizadoras e correcionais imediatas, a fim de garantir a restauração da ordem e da segurança nas instalações portuárias de Maceió.

Confira nota do Porto

A Administração do Porto de Maceió (APMC) informa que vem acompanhando de perto a situação de paralisação pontual, que afeta exclusivamente a operação do navio Spar Pavo, da operadora portuária Macelog. 

O impasse em questão é uma divergência entre a Macelog Operações Portuárias e o Sindicato dos Estivadores, envolvendo a opção da operadora pela utilização de mão de obra exclusiva de empregados com vínculo por prazo indeterminado, em detrimento da mão de obra dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). Esclarece-se que as demais operações do Porto de Maceió seguem sendo realizadas.

A Administração do Porto de Maceió vem atuando de maneira intensiva para a regularidade da questão, mesmo que a situação esteja sendo debatida no âmbito judicial, e que os TPAs possuam liminar que garante o direito paredista da categoria.

Nesse sentido, medidas judiciais e administrativas estão sendo adotadas como forma de promoção do diálogo entre as partes envolvidas, para que cheguem a uma solução viável. A APMC reforça seu compromisso com a legalidade, a imparcialidade e a preservação do Porto, buscando o restabelecimento da normalidade na operação afetada, no menor prazo possível.

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