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Exportação de amido de mandioca bate recorde e mira mercado europeu

jan, 23, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202604

A indústria brasileira de fécula e amidos modificados está em plena fase de expansão no mercado internacional. Segundo levantamento do Cepea, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), o Brasil exportou 68,4 mil toneladas de amidos modificados em 2025. O volume representa uma alta de 44% em relação ao ano anterior e é o maior registro da série histórica da Secex desde 1989.

Mesmo com desafios na competitividade de preços frente a grandes competidores globais, a qualidade do produto brasileiro conquistou espaço nas economias desenvolvidas. A mudança no perfil de consumo nesses países elevou a demanda por derivados de mandioca de alto valor agregado, resultando em um superávit de US$ 43,2 milhões para a balança comercial desses produtos.

Diversificação da produção nacional

O setor tem buscado reduzir a dependência da fécula “in natura”. Dados de 2024 mostram que 38% das indústrias brasileiras já produzem derivados mais complexos, como amidos modificados e misturas prontas para pão de queijo.

Essa diversificação é estratégica para garantir margens de lucro maiores e atender nichos específicos da indústria alimentícia global. Além da fécula modificada, as exportações de fécula de mandioca comum somaram 40,6 mil toneladas em 2025, um crescimento de 13,9% na comparação anual.

Potencial na União Europeia e desafios

Atualmente, enquanto a produção asiática é absorvida majoritariamente pela China, o Brasil enxerga na União Europeia o seu maior potencial de crescimento. A ratificação do Acordo Mercosul-União Europeia é vista como o principal motor para ampliar essa fatia de mercado.

No entanto, especialistas alertam para entraves que precisam ser superados. Entre os desafios centrais para a piscicultura e a indústria de amido estão:

  • Manutenção da regularidade na oferta de matéria-prima (mandioca);
  • Redução de custos de produção;
  • Aumento da eficiência econômica nas fábricas;
  • Continuidade na diversificação do portfólio de produtos.

No cenário doméstico, o consumo aparente de fécula de mandioca apresentou uma retração de 3% em 2025, após três anos consecutivos de alta. Apesar da queda, o volume ainda é o segundo maior da série histórica iniciada em 2011 pelo Cepea.

A redução no mercado brasileiro foi atribuída ao desempenho mais fraco das vendas no varejo em determinados períodos do ano. Esse recuo interno reforça a importância da estratégia de exportação para equilibrar os estoques das indústrias nacionais.

Para o consumidor geral, é importante entender que o amido modificado não é um produto transgênico. O termo refere-se a alterações físicas, químicas ou enzimáticas feitas na fécula para melhorar propriedades como resistência ao congelamento, textura e viscosidade. Essas características são essenciais para a indústria de alimentos processados, papel e têxtil.

Fonte: Band.com

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