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Frutas

Exportação de maçã dispara 225% em 2026 e impulsiona recorde da fruticultura brasileira no mercado internacional

jul, 31, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202631

A exportação de maçã brasileira registrou um crescimento histórico no primeiro semestre de 2026, consolidando a fruta entre os principais destaques da fruticultura nacional no comércio exterior. Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 42,8 mil toneladas, volume 225,11% superior ao registrado no mesmo período de 2025, gerando uma receita de US$ 44,4 milhões, alta de 223,55% em valor.

Os dados da Datamar também mostram o aumento expressivo das exportações da maçãs do Brasil: 237,9% no acumulado de janeiro a maio de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior. No recorte de 5 meses, as exportações atingiram o pico de 3,730 TEUs.

Exportação de Maçãs | Jan-Mai | 2022-2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Os números, divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), reforçam o momento positivo vivido pela fruticultura brasileira, impulsionado por investimentos em tecnologia, qualidade, produtividade e diversificação dos mercados compradores.

Safra recorde fortalece competitividade da maçã brasileira

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), o principal fator para o avanço das exportações foi a safra 2025/2026, considerada a maior já registrada pelo setor.

Após dois ciclos marcados por perdas provocadas por adversidades climáticas, a produção apresentou recuperação expressiva tanto em volume quanto em qualidade, ampliando a oferta para o mercado interno e, principalmente, para as exportações.

Segundo o diretor-executivo da ABPM, Moisés Albuquerque, a combinação entre produtividade elevada e excelência da fruta permitiu ao Brasil ampliar significativamente sua presença no mercado internacional.

Guerra no Oriente Médio limitou crescimento ainda maior

Apesar do desempenho recorde, o setor acredita que os resultados poderiam ter sido ainda mais expressivos.

O principal fator limitante foi o conflito no Oriente Médio, uma das regiões mais importantes para as exportações da maçã brasileira.

Além da redução das compras por parte dos países afetados, a guerra provocou uma reorganização do comércio internacional. Frutas que deixaram de ser enviadas ao Oriente Médio por concorrentes passaram a disputar mercados tradicionais do Brasil, aumentando a concorrência global.

O cenário também provocou dificuldades logísticas, especialmente pela escassez de contêineres e pelo aumento da complexidade dos embarques internacionais.

Mesmo diante desses desafios, o setor conseguiu ampliar significativamente as vendas externas graças à diversificação dos destinos comerciais.

Índia lidera compras da maçã brasileira

A Índia permaneceu como o principal destino da maçã produzida no Brasil durante o primeiro semestre.

Na sequência aparecem Arábia Saudita e Rússia, mercado considerado estratégico e com elevado potencial de crescimento para os próximos anos.

Além desses países, a fruta brasileira também foi enviada para mercados da União Europeia, Reino Unido, América do Sul e América Central, evidenciando a ampla diversificação conquistada pelo setor.

Segundo a ABPM, ampliar a carteira de compradores reduz a dependência de mercados específicos, fortalece a competitividade da cadeia produtiva e aumenta a segurança comercial dos exportadores.

Segundo semestre terá ritmo menor por causa da sazonalidade

A expectativa do setor é de uma desaceleração natural das exportações durante a segunda metade do ano.

O comportamento segue a dinâmica do mercado mundial da maçã, já que mais de 90% da produção global está concentrada no Hemisfério Norte, cuja colheita ocorre entre julho e dezembro.

Com a entrada da produção local nos principais países consumidores, a janela de exportação da maçã brasileira torna-se mais restrita.

Historicamente, a maior parte dos embarques nacionais ocorre entre janeiro e junho, enquanto o segundo semestre representa uma parcela menor do volume exportado.

Tecnologia impulsiona produtividade e qualidade

Os resultados alcançados refletem os investimentos realizados pela cadeia produtiva ao longo dos últimos anos.

A modernização dos pomares, com sistemas de alta tecnologia, maior densidade de plantio, manejo eficiente e avanços genéticos, elevou significativamente os índices de produtividade e qualidade da fruta brasileira.

Esses fatores aumentam a competitividade da maçã nacional frente aos principais exportadores mundiais e fortalecem a presença do Brasil em mercados cada vez mais exigentes.

Fruticultura brasileira amplia protagonismo no comércio exterior

Na avaliação da Abrafrutas, o desempenho da maçã simboliza o excelente momento vivido pela fruticultura nacional.

O crescimento das exportações em diversas culturas demonstra que os investimentos em inovação, sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e abertura de novos mercados estão ampliando a competitividade do agronegócio brasileiro.

Com uma produção cada vez mais tecnificada e uma estratégia voltada à expansão internacional, o setor acredita que a participação da maçã brasileira no comércio global continuará crescendo nos próximos anos, consolidando o Brasil como um fornecedor confiável de frutas de alta qualidade.

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