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Exportações argentinas de carne bovina crescem em valor com alta dos preços

ago, 26, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202635

As exportações argentinas de carne bovina continuaram ganhando valor em julho de 2026, sustentadas pelo aumento dos preços internacionais, apesar da ligeira redução no volume mensal embarcado.

As exportações de carne bovina resfriada e congelada alcançaram 64,9 mil toneladas em peso produto em julho, gerando aproximadamente US$ 461,9 milhões, segundo o Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas (ABC). Na comparação com junho, o volume recuou 1,6%, enquanto a receita de exportação caiu apenas 0,3%.

A comparação anual apresentou um desempenho mais forte. O volume exportado em julho ficou 1,8% acima do registrado no mesmo mês de 2025, enquanto a receita avançou 29,9%, refletindo a recuperação dos preços da carne bovina argentina no mercado internacional.

Entre janeiro e julho, as exportações argentinas de carne bovina somaram 403,1 mil toneladas e geraram aproximadamente US$ 2,77 bilhões. O volume cresceu 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita aumentou 41,8%, reforçando o papel do setor como importante fonte de divisas para a Argentina.

O preço médio de exportação atingiu US$ 7.123 por tonelada em julho, alta de 1,3% em relação a junho e de 27,5% na comparação com julho de 2025, quando estava em US$ 5.585 por tonelada. A recuperação representa uma forte reação diante do patamar mínimo de US$ 3.740 por tonelada registrado em meados de 2024.

Os dados da Datamar confirmam a trajetória de sucesso da carne bovina argentina: 27.124 TEUs do produto foram exportados no primeiro semestre de 2026. Confira a seguir o crescimento nos embarques dessa mercadoria:

Exportação de Carne Bovina da Argentina | Jan 2023 – Jun 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

China permanece como principal compradora

A China continuou sendo o principal destino da carne bovina argentina, respondendo por 57,9% do volume exportado em julho e por 59,8% nos primeiros sete meses do ano.

Em julho, os embarques para o mercado chinês incluíram 16,5 mil toneladas de carne bovina com osso e ossos, avaliadas em US$ 46,3 milhões, além de 21 mil toneladas de carne bovina desossada, no valor de US$ 126,3 milhões.

As exportações de miudezas bovinas e preparações à base de carne também apresentaram desempenho positivo. Em julho, os embarques somaram 9,5 mil toneladas e geraram US$ 26,5 milhões. Entre janeiro e julho, a categoria alcançou 62,7 mil toneladas e US$ 163,3 milhões.

Carnes resfriadas e congeladas sustentam os fluxos comerciais

As exportações de carne bovina resfriada somaram 9,7 mil toneladas em julho, no valor de US$ 132,6 milhões. A Europa foi o principal destino, com 4,2 mil toneladas e US$ 65 milhões, seguida por Israel, com 2,8 mil toneladas, e pelo Chile, com mil toneladas. Nos primeiros sete meses do ano, as vendas externas de carne resfriada geraram US$ 882,2 milhões, alta de 37,1% em relação ao mesmo período de 2025.

Os embarques de carne bovina congelada e desossada alcançaram 38,3 mil toneladas em julho, no valor de US$ 280,1 milhões. A China liderou as compras, com 21 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos, com 10,7 mil toneladas, e por Israel, com 4,4 mil toneladas. Entre janeiro e julho, a categoria somou 232,7 mil toneladas e US$ 1,59 bilhão, aumentos de 7,2% em volume e de 42,2% em valor.

As exportações de carne bovina congelada com osso e de ossos resultantes das operações de desossa totalizaram 16,9 mil toneladas em julho, gerando US$ 48,6 milhões. Quase todos esses embarques tiveram a China como destino.

Nos 12 meses encerrados em julho de 2026, a Argentina exportou 739,1 mil toneladas de carne bovina resfriada e congelada, com receita próxima de US$ 4,70 bilhões.

Para frigoríficos, exportadores, companhias de navegação e operadores logísticos da cadeia do frio, os dados apontam para um mercado em que o crescimento da receita supera o avanço do volume. Preços mais elevados, demanda chinesa sustentada e destinos de maior valor, como Europa, Estados Unidos, Israel e Chile, continuam determinando os fluxos argentinos de cargas refrigeradas.

Fonte: Infobae

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