Exportações brasileiras afetadas por tarifas do México caem 42,5% no 1º semestre, aponta CNI
jul, 24, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202630
As exportações brasileiras dos produtos afetados pela novas tarifas do México caíram 42,5% no primeiro semestre de 2026 em relação à média do mesmo período dos três anos anteriores, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A retração equivale a US$ 91,5 milhões.
A queda é atribuída ao Programa de Protección para las Industrias Estratégicas, em vigor desde janeiro, que elevou as tarifas de importação para 1.463 códigos tarifários, com alíquotas que, em alguns casos, superam 50%. Segundo a CNI, cerca de US$ 665 milhões em exportações brasileiras podem ser afetados.
A entidade defende que o México isente os produtos brasileiros das novas tarifas e que os dois países acelerem as negociações de um acordo de livre comércio. Segundo a CNI, um tratado comercial poderia acrescentar US$ 13,8 bilhões ao PIB conjunto, ampliar o comércio bilateral em US$ 3,2 bilhões e atrair cerca de US$ 8 bilhões em investimentos.
O levantamento mostra que os bens intermediários responderam por 78,1% da queda das exportações. Dos 171 produtos brasileiros atingidos pelas tarifas exportados ao México entre janeiro e junho, 113 registraram redução nas vendas.
Os setores mais afetados foram veículos automotores (51,8% da retração), borracha e plástico (9,1%), metalurgia (8%), couros e calçados (7,4%), químicos (5,9%), celulose e papel (5,8%) e máquinas e equipamentos (5,6%). Em alguns casos, como tubos de ferro ou aço para oleodutos e gasodutos, as exportações ao México foram interrompidas.
O gráfico abaixo, construído utilizando dados do DataLiner, compara a performance das exportações de papel revestido e papel cartão do Brasil ao México nos últimos anos:
Exportação de papel ao México | Jan-Mai 2023-2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A CNI também identificou 474 oportunidades de exportação da indústria de transformação brasileira para o mercado mexicano. No entanto, 456 delas (90,3%) estão sujeitas às tarifas atualmente em vigor, o que limita o potencial de expansão do comércio bilateral.
Fonte: Valor Econômico
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