Algodão

Exportações brasileiras de algodão atingem recorde histórico em maio com 291 mil toneladas embarcadas e mais de US$ 449 milhões em receita

jun, 10, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202624

O algodão brasileiro voltou a registrar desempenho recorde no mercado internacional. Em maio de 2026, o país exportou 291,2 mil toneladas da fibra, gerando receita de US$ 449,6 milhões — o maior volume já embarcado para o mês em toda a série histórica.

Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, o Brasil registrou o embarque de 101.345 TEUs de algodão à destinos internacional, segundos dados da Datamar. Confira a seguir um comparação dos últimos anos:

Exportação de Algodão | Jan-Abr | 2023 – 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), reforçam a posição do Brasil entre os principais fornecedores globais da commodity.

Com o resultado, as exportações acumuladas da temporada 2025/26, iniciada em julho de 2025, alcançaram 3,129 milhões de toneladas, superando pela primeira vez a marca de 3 milhões de toneladas. Mesmo abaixo do volume registrado em abril, o desempenho de maio mantém o ritmo recorde observado ao longo da temporada.

Crescimento acima de 50% em relação a 2025

Na comparação com maio do ano passado, as exportações avançaram 51,5% em volume e 45,3% em receita. O resultado foi alcançado em um cenário global marcado por desafios logísticos, incertezas econômicas e tensões geopolíticas.

O algodão respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras realizadas em maio e consolidou sua relevância entre os produtos do agronegócio.

Fibra ganha espaço nas exportações brasileiras

Entre os produtos agropecuários exportados, o algodão ocupou a terceira posição em valor, com participação de 5,52%. No ranking geral das exportações do país, ficou na 15ª colocação.

O desempenho reflete os investimentos realizados pelo setor em produtividade, qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade, fatores que têm ampliado a competitividade do produto brasileiro nos mercados internacionais.

Bangladesh lidera compras do algodão brasileiro

Os destinos das exportações apresentaram mudanças importantes em maio. Bangladesh assumiu a liderança entre os compradores da fibra brasileira, com 21,1% dos embarques.

Na sequência aparecem:

  • Paquistão: 19,0%
  • Turquia: 14,2%
  • Vietnã: 13,4%
  • China: 9,6%
  • Indonésia: 8,5%
  • Índia: 6,3%

Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por cerca de 40% das exportações brasileiras de algodão no mês.

Diversificação reduz dependência da China

A participação da China recuou para 9,6% dos embarques em maio, após representar aproximadamente um terço das exportações durante parte da temporada.

Segundo analistas do setor, o movimento reflete uma maior diversificação dos mercados compradores, reduzindo a dependência de um único destino e tornando o fluxo comercial mais equilibrado.

Índia reduz compras após fim de benefício fiscal

A participação da Índia caiu de 11% em abril para 6,3% em maio, após o encerramento de incentivos tributários concedidos às importações de algodão.

Durante o período de vigência da medida, os importadores indianos ampliaram significativamente as compras da fibra brasileira. Com o fim do benefício, os volumes voltaram a níveis mais próximos dos padrões históricos.

Oferta contínua fortalece competitividade brasileira

De acordo com a Anea, um dos principais diferenciais do Brasil é a capacidade de abastecer o mercado internacional durante os 12 meses do ano. A regularidade da oferta aumenta a confiança dos compradores e fortalece a posição do país frente a outros grandes exportadores globais.

Além disso, avanços em logística, qualidade da fibra e rastreabilidade têm contribuído para ampliar a presença do algodão brasileiro em mercados cada vez mais exigentes.

O recorde das exportações também beneficia diretamente Mato Grosso, principal produtor nacional da fibra. O aumento da demanda internacional amplia as oportunidades de comercialização da safra, estimula investimentos e reforça a importância do estado na liderança da cotonicultura brasileira.

Fonte: NewsMT

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