Exportações brasileiras devem crescer 13% até 2038 com plena implementação do acordo UE-Mercosul, diz vice-presidente
abr, 23, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202617
O governo brasileiro espera que as exportações do país aumentem 13% até 2038 com a plena implementação do acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano Mercosul e a União Europeia, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin em 22 de abril.
Em entrevista a agências internacionais de notícias, Alckmin disse que apenas as exportações industriais podem crescer 26% no mesmo período devido ao acordo firmado entre os blocos em janeiro.
“Os cortes tarifários são graduais, mas há cerca de 5 mil produtos cujas tarifas serão reduzidas a zero a partir de 1º de maio, então haverá um impacto significativo”, disse Alckmin.
O acordo deve entrar em vigor provisoriamente em 1º de maio, embora alguns membros da União Europeia, como a França, tenham contestado o acordo no principal tribunal do bloco.
A eliminação gradual das tarifas entre a UE e o Mercosul — que inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — começa imediatamente e deve ser concluída em até 12 anos.
Segundo Alckmin, setores que podem ser impactados imediatamente incluem açúcar, frutas, carne bovina e carne de frango. Ele também destacou que as importações brasileiras devem crescer.
“As salvaguardas valem para ambos os lados. Se houver um aumento nas importações, tanto os países do Mercosul quanto os da UE podem solicitar uma suspensão temporária. É um acordo equilibrado”, afirmou.
O comércio entre o Brasil e a União Europeia, segundo maior parceiro comercial do país após a China, somou cerca de US$ 100 bilhões no ano passado, com leve superávit europeu de aproximadamente US$ 500 milhões.
Dados de importação e exportação de contêineres obtidos pela Datamar mostram a sazonalidade das relações comerciais entre Brasil e União Europeia. Confira mais detalhes a seguir:
Exportação x Importação de Contêineres | Brasil-UE | Jan 2023-Fev 2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Parceria mais ampla entre Brasil e EUA e foco na Venezuela
O governo brasileiro segue tentando avançar nas negociações comerciais com os Estados Unidos, enxergando oportunidades para uma parceria mais ampla tanto em tarifas quanto em questões não tarifárias, disse Alckmin.
O país está atualmente sob investigação do governo dos EUA por possíveis práticas comerciais desleais. Na semana passada, uma delegação brasileira esteve em Washington para tratar do tema.
“Prestamos todos os esclarecimentos. E, se necessário, forneceremos mais”, disse Alckmin, sem detalhar as reuniões com autoridades norte-americanas.
Ele afirmou que o Brasil pretende aproveitar a “boa química” estabelecida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, no ano passado, para ampliar a parceria entre os países.
Alckmin também disse que o Mercosul discutirá o possível retorno da Venezuela ao bloco após a remoção do ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro.
“A Venezuela está suspensa do Mercosul, mas como está passando por um momento diferente, isso será reavaliado”, afirmou o vice-presidente.
A Venezuela foi membro pleno do Mercosul até sua suspensão em 2016, por não cumprir compromissos comerciais e de direitos humanos.
Fonte: Reuters
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