exportações de automóveis
Automotivo

Exportações de automóveis no Brasil caem 37% no primeiro semestre

jul, 02, 2019 Postado porSylvia Schandert

Semana201928

As exportações de 2019 estão, em grande parte, sendo afetadas pelos automóveis. A informação, fornecida pelo Iedi – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial ao Valor mostra que os embarques de veículos de passageiros caíram de US$ 3,04 bilhões para US$ 1,95 bilhão de janeiro a junho de 2018 para igual período deste ano.

A queda em valores absolutos, de US$ 1,08 bilhão, representa 37% do recuo de US$ 2,9 bilhões das exportações totais no primeiro semestre do ano.

Os embarques brasileiros caíram, no mesmo período, de US$ 113,8 bilhões para US$ 110,9 bilhões (retração de 1,8% pela média diária, na comparação com o mesmo período de um ano atrás). Já as importações no mesmo período somaram US$ 83,76 bilhões (alta de 0,8%).

De acordo com Rafael Cagnin, economista do Iedi, a crise argentina tem grande influência sobre a queda na exportação brasileira de automóveis. “Mas a queda na exportação brasileira de manufaturados, apesar de puxada pelo setor automotivo, está disseminada por diversos setores com perfil mais diversificado”, diz ele.

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Exportações de automóveis: Balança comercial

 
Em análise divulgada pelo Iedi, o órgão afirma que o nível de atividade econômica vem dando sinais de desaceleração nesta primeira metade de 2019, fazendo com que a recuperação da economia, que já não era robusta, ficasse ainda mais fraca.

As importações, que respondem ao ritmo de crescimento da economia nacional, registraram US$ 13 bilhões em junho de 2019, isto é, praticamente o mesmo patamar de um ano atrás se considerarmos a média por dia útil (+0,5% ante jun/18). Mais do que um desempenho pontual, este foi o padrão da primeira metade do ano.

Depois de terem crescido +20% em 2018 como um todo, as importações totais ficaram estagnadas (0%) no primeiro semestre de 2019 frente ao mesmo período do ano anterior, ao somarem US$ 83,7 bilhões. Feito o ajuste por dias úteis, o resultado melhora para +0,8%, mas o quadro geral de estabilidade se mantém.

O pior resultado coube à importação de bens de consumo, que caiu -7,1% em jan-jun/19; uma realidade totalmente diferente daquela da primeira metade de 2018 quando crescia a um ritmo de +16,5%. A importação de combustíveis e lubrificantes também ficou no negativo: -1,7% frente ao mesmo período do ano anterior.

Já a compra externa de bens intermediários, que nutrem a produção doméstica de muitos produtos, não chegou a cair, mas sofreu importante desaceleração. Havia crescido +12,1% em 2018 como um todo e agora na primeira metade de 2019 variou apenas +1,1%. Somente bens de capital (+4,7%) conseguiu apresentar um dinamismo melhor, mas neste caso a série tem sido muito influenciada desde o ano passado por operações com plataformas de petróleo.

A perda de fôlego das importações poderia ter funcionado, ao menos, para estancar a deterioração do superávit de nossa balança comercial, mas não foi isso que ocorreu, como mostram as variações interanuais a seguir.

• Exportações: +5,6% em jan-jun/18; +14,3% em jul-dez/18 e -2,5% em jan-jun/19;

• Importações: +17,2%; +22,9% e 0%, respectivamente;

• Superávit da Balança Comercial: -17,4%; -7,9% e -9,3%, respectivamente.

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Tensões no comércio internacional e especialmente a crise da economia argentina têm prejudicado muito o desempenho exportador brasileiro. Em junho, as exportações caíram -1,7% pela média por dia útil em relação a jun/18, registrando no total US$ 18 bilhões. No acumulado do 1º semestre de 2019, as vendas externas de US$ 110,9 bilhões implicaram redução de -2,4% frente ao mesmo período do ano passado, levando a uma queda de -9,3% do superávit total da balança comercial.

Foram os bens manufaturados e semimanufaturados quem esteve por trás deste desempenho negativo das exportações. No primeiro caso, o declínio chegou a -5,5% ante jan-jun/18 e, no segundo caso, a -0,4%. Os embarques de produtos básicos continuaram crescendo na primeira metade de 2019, mas a um ritmo muito aquém do que vinham apresentando: variaram apenas +4,3%, depois de avançar +17,6% em 2018 como um todo.

Além dos automóveis, outros manufaturados com perdas expressivas foram aviões, plataformas para extração de petróleo, autopeças e veículos de carga.

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Fontes: Valor e Iedi

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