Exportações de feijão indicam mudança no perfil do mercado
fev, 09, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202607
Apesar da alta, o mercado de feijão entrou no mês de fevereiro mais calmo nas principais regiões produtoras, refletindo um momento de ajustes entre oferta, demanda interna e cenário externo. Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses, no Paraná as referências permaneceram entre R$ 300 e R$ 310 para o feijão-carioca e entre R$ 200 e R$ 220 para o feijão-preto.
No comércio externo, janeiro de 2026 trouxe um recado relevante para a leitura do setor. O Brasil não atua apenas como exportador de volume, mas como fornecedor de um portfólio diversificado de feijões, fator que influencia diretamente a formação de preços e a estratégia de mercado. Dados oficiais da Secex indicam que as exportações do mês somaram US$ 25,05 milhões FOB, com embarque de 33,97 mil toneladas, equivalentes a cerca de 550 mil sacas de 60 quilos. O preço médio implícito ficou próximo de US$ 737 por tonelada.
Os principais destinos foram Índia, Paquistão, Emirados Árabes Unidos, Cuba e Filipinas, confirmando a força dos mercados da Ásia e do Oriente Médio. A presença constante nesses canais reforça o papel do Brasil como fornecedor recorrente, e não apenas como vendedor pontual em momentos de oportunidade.
Na comparação com janeiro de 2025, observa-se mudança no perfil dos embarques. No ano anterior, o volume exportado alcançou 38 mil toneladas, com preço médio de US$ 912 por tonelada. O resultado de 2026, com menor volume e ticket médio mais baixo, aponta para alteração no mix de feijões exportados e para compradores mais sensíveis a preço no curto prazo, em um ambiente de oferta global mais confortável, apesar da demanda ainda firme.
Do ponto de vista estratégico, o setor já atingiu antes do prazo a meta de 500 mil toneladas anuais exportadas até 2030. O novo desafio passa a ser alcançar 1 milhão de toneladas no mesmo horizonte, com regularidade, padrão e margem, ampliando mercados e diversificando o cardápio de feijões. Esse movimento é visto como essencial para dar estabilidade à cadeia produtiva, garantindo previsibilidade ao produtor e preços menos voláteis ao consumidor final.
Fonte: Agro Link
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