Exportações para os EUA sofrem a maior queda na comparação com outros grandes parceiros comerciais do Brasil
jan, 22, 2021 Postado porSylvia SchandertSemana202103
Dados da a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, entre os principais parceiros comerciais do Brasil, os EUA foram o país que, em 2020, apresentou a maior queda nas exportações brasileiras. No passado as vendas externas para o mercado americano tiveram uma forte contração de 23,7% e somaram US$ 21,4 bilhões.
No mesmo período, as exportações para a China, principal parceiro comercial do Brasil em todo o mundo, subiram 6,8% para US$ 67,6 bilhões e em relação à União Europeia e ao Mercosul, a queda nas exportações brasileiras foi de, respectivamente, 13,7% e 17,7%.
Maior parceiro comercial do Brasil, a China concentra as importações em commodities de menor valor agregado e apenas três desses produtos respondem por 71% de todo o volume embarcado para a China. São eles soja (participação de 31%), minérios de ferro (27%) e petróleo (17%).
Em contrapartida, apesar do total exportado ser significativamente inferior ao volume embarcado para a China, a pauta exportadora para os Estados Unidos tem entre os principais destaques os bens manufaturados. Entre os destaques aparecem os produtos semi-acabados de ferro ou aço (8,9%), aeronaves (7,7%), celulose (4,4%) e demais produtos da indústria de transformação (4,2%). Com relação às commodities, apenas o petróleo aparece entre os principais produtos exportados para os Estados Unidos, com uma participação e 6,2% nas vendas totais para o mercado americano.
Acompanhe nos gráficos abaixo o histórico das exportações para os EUA e o comparativo dos princicpais destinos das exportações brasileiras em 2019 e 2020
O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirma que o Brasil precisa criar condições para voltar a ser um importante exportador de produtos manufaturados para os Estados Unidos, como acontecia até recentemente.Apesar disso, aumentar a participação dos Estados Unidos nas exportações totais do Brasil é algo que não depende apenas dos americanos. Para o presidente da AEB, “o aumento das vendas para os Estados Unidos somente aconterá quando reduzirmos o chamao Custo Brasil, que foi aumentando progressivamente nos úlltimos anos. Se não fizermos as reformas estruturais não vamos ter preços competitivos e sem preços competitivos não conseguiremos participar do mercado americano e nem estar presente ma maior vitrine comercial do mundo”.
Fonte: Comex do Brasil
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