Fertilizantes terão desembarque prioritário no Porto de Santos e em outros portos do Brasil

ago, 25, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202635

A Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos) aprovou a Resolução nº 3, de 12 de agosto de 2026, que recomenda às autoridades portuárias dos portos públicos organizados a adoção de medidas para dar preferência ao desembarque de cargas importadas de fertilizantes minerais e outros insumos nutricionais destinados ao abastecimento da safra 2026/2027.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou da articulação da medida com outros órgãos do Governo Federal. Segundo a pasta, a iniciativa busca aumentar a fluidez da movimentação portuária desses insumos diante dos riscos identificados no cenário internacional.

A proposta foi subsidiada por uma manifestação técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apontou riscos ao abastecimento regular de fertilizantes minerais em razão da crise geopolítica e dos entraves logísticos internacionais. A avaliação considera especialmente os fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos, além de outros macro e micronutrientes utilizados na agricultura.

De caráter emergencial, a resolução recomenda que as autoridades portuárias adotem as medidas necessárias para dar preferência à atracação e ao desembarque dessas cargas. A orientação não prevê a flexibilização dos controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis aos produtos.

Segundo dados obtidos pela Datamar, o volume de fertilizantes desembarcado no Porto de Santos caiu 3,8% no primeiro semestre do ano. A retração ocorre em um contexto de retomada dos esforços para ampliar a produção nacional de fertilizantes e de incertezas no comércio internacional provocadas por conflitos no Oriente Médio, que têm elevado os riscos sobre rotas logísticas estratégicas para o fluxo global de cargas.

Importação de Fertilizantes – Porto de Santos | Jan 2023 – Jun 2026 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

O acompanhamento dos fluxos e dos tempos de permanência das cargas nos portos será realizado de forma conjunta, com relatórios mensais enviados à Secretaria Nacional de Portos. Os dados serão utilizados para avaliar os resultados e subsidiar eventuais ajustes.

A resolução terá vigência de seis meses a partir da data de sua publicação, podendo ser prorrogada ou revista conforme a necessidade.

Fonte: A Tribuna

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