Greve de estivadores atinge Porto de Santos e provoca racha nacional na categoria
maio, 21, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202621
Os estivadores do Porto de Santos e de outros portos do país iniciaram nesta quarta-feira (20) uma greve nacional de 12 horas em protesto contra mudanças previstas no marco legal do setor portuário. A principal preocupação da categoria é a possibilidade de perda da exclusividade dos trabalhadores avulsos nas operações.
A paralisação foi aprovada em reunião do Conselho da Federação Nacional dos Estivadores (FNE). Outra greve com duração de 24 horas já está prevista para o dia 3 de junho, caso as reivindicações do setor portuário não avancem.
Entre as entidades que aderiram ao movimento está o Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva), que representa uma das principais categorias ligadas ao maior complexo portuário da América Latina.
“Não aceitamos a desmobilização da greve. Todas as estivas do Brasil tinham aderido, mas a reunião convocada pelo relator fez com que algumas parassem com o movimento”, afirmou o presidente Bruno José dos Santos.
Mobilização divide categoria
Apesar da adesão nacional, o movimento acabou gerando divergências entre lideranças sindicais após a convocação de uma reunião marcada para esta quinta-feira (21), em Brasília.
O encontro foi articulado pelo deputado federal Arthur Maia (União-BA), relator do Projeto de Lei (PL) 733/2025, que propõe a atualização do marco regulatório do setor portuário. A entrega ocorreria em 10 de abril, sem sucesso.
“Não aceitamos a desmobilização da greve. Todas as estivas do Brasil tinham aderido, mas a reunião convocada pelo relator fez com que algumas parassem com o movimento”, declarou Bruno José dos Santos.
Negociação em Brasília
O parlamentar Arthur Maia se reunirá com representantes das três federações que representam os trabalhadores avulsos do setor portuário do Brasil.
“Se é feita uma greve e a pessoa chama para negociar e conversar, temos que prestigiar o processo de negociação. Na sexta-feira, teremos outra reunião com os presidentes da estiva do Brasil para avaliar o resultado e deliberar os próximos passos”, afirmou o presidente da FNE, José Adilson Pereira.
O que está em discussão
O PL 733/2025 tem como objetivo modernizar a legislação portuária brasileira. Trabalhadores temem que o texto reduza garantias históricas e enfraqueça o sistema de contratação de mão de obra avulsa, atualmente administrado pelos Orgãos Gestores de Mão de Obra (OGMOs).
A categoria sustenta que a exclusividade no trabalho portuário é uma conquista fundamental para assegurar emprego, renda e qualificação profissional aos estivadores.
Fonte: Diário do Litoral
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