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Grupo de extorsão ameaça divulgar dados de 38 empresas do setor marítimo

out, 14, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202642

Um grupo de extorsão cibernética ameaçou divulgar dados que afirma ter roubado de 38 empresas dos setores de navegação, portos e logística caso elas não paguem resgates milionários até 19 de outubro.

A empresa de cibersegurança SOCRadar informou que o grupo, conhecido como n0n, adicionou as 38 organizações de uma só vez ao seu site de vazamentos na dark web em 12 de outubro, marcando uma mudança significativa de foco para alvos do setor marítimo.

A lista inclui 12 operadores portuários e de terminais de contêineres, dez companhias de navegação e operadores de navios, além de fornecedores de tecnologia para portos, empresas de logística e outros negócios ligados ao setor marítimo em 18 países.

Entre as empresas citadas estão Ocean Network Express (ONE), CULines, TS Lines e Samudera, além de operadores de terminais como Santos Brasil, Portonave, BNCT, Pusan Newport Company, TTI Algeciras, Eurogate Tanger, Nam Dinh Vu Port e NEOM Ports.

As supostas violações, no entanto, não foram verificadas de forma independente.

A SOCRadar destacou que nenhuma das empresas marítimas incluídas na lista havia confirmado publicamente que seus sistemas foram comprometidos ou que o n0n possui efetivamente os dados que afirma ter obtido. Por isso, segundo a empresa de cibersegurança, as alegações do grupo devem ser tratadas como não verificadas.

O n0n é descrito como uma operação de extorsão baseada no roubo de dados com motivação financeira, e não como um grupo convencional de ransomware.

O grupo ameaça divulgar o material supostamente roubado às 13h27 UTC de 19 de outubro. Segundo a SOCRadar, os pedidos de resgate analisados variam de US$ 2,4 milhões a US$ 14 milhões, com pagamento em Bitcoin.

O site de vazamentos do grupo também estabelece, em alguns casos, uma espécie de cobrança para permitir o acesso às próprias negociações. Em um dos exemplos citados pela SOCRadar, a Eurogate Tanger teria sido orientada a pagar 10% de um resgate de US$ 6 milhões antes de obter acesso a uma sala privada de negociação.

Extorsão cibernética no setor marítimo envolve dados operacionais

Os dados que o n0n afirma possuir variam de acordo com a empresa e incluem arquivos de EDI, manifestos de contêineres, programações de navios, registros de movimentação em gates, documentos comerciais, configurações de sistemas internos, contas de funcionários e registros financeiros.

Até o momento, não há confirmação de que esses conjuntos de dados sejam autênticos, completos ou tenham sido obtidos recentemente.

Segundo a SOCRadar, o volume relativamente pequeno e o caráter específico dos dados atribuídos a algumas das empresas podem indicar a exploração de uma aplicação comum ou de uma vulnerabilidade compartilhada, em vez de 38 invasões independentes. Essa hipótese também não foi confirmada.

A empresa de cibersegurança marítima Cydome apontou uma possível relação com um ambiente associado à fornecedora de software marítimo CyberLogitec, mas ressaltou que não conseguiu determinar a origem nem a extensão de uma eventual violação.

Fonte: Splash247

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