Grupo de trabalho busca recursos para aumentar a profundidade do canal de acesso ao Porto
jun, 07, 2023 Postado porGabriel MalheirosSemana202323
Um grupo de trabalho, formado por orgãos estaduais, a SCPar Holding e o Porto de São Francisco do Sul e terminais portuários, vai discutir o aprofundamento e o alargamento do canal de acesso do Complexo Portuário da Baía da Babitonga. O objetivo é buscar recursos para as obras que estão avaliadas em R$ 290 milhões.
Ao longo de novos encontros que irão ocorrer, o GT levantará informações que serão levadas ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários.
Com a obra, a profundidade do canal de acesso ao complexo portuário da região Norte do Estado passará dos atuais 14 metros para 16 metros e permitirá a navegação de embarcações de até 366 metros de comprimento. Já existe a licença prévia do Ibama e a licença ambiental de instalação está em análise pelo órgão, que deve se manifestar nas próximas semanas.
“Criamos uma mesa permanente para tratar do tema e de forma conjunta discutir os próximos passos para que seja possível reunir os recursos necessários para esta obra que é muito importante para garantir o futuro do complexo portuário da Baía da Babitonga”, afirma o secretário da SPAF, Beto Martins.
Participaram da reunião realizada em Florianópolis, nesta segunda-feira, 5, os representantes dos terminais portuários Tesc, Terlogs, Bunge, TGSC, Porto de Itapoá e Porto Público de São Francisco do Sul.
A Baía da Babitonga é o maior complexo portuário de Santa Catarina, representando 57% da movimentação de cargas no Estado e tem a segunda maior movimentação do Brasil.
“A dragagem de aprofundamento do canal de acesso é uma pauta estratégica para o Complexo Portuário e para Santa Catarina”, disse o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.
Obra inédita
A obra deve representar um fato inédito no Brasil com o aproveitamento do material dragado para o alargamento da praia de Itapoá, vizinha da Baía da Babitonga. Serão retirados 13 milhões de metros cúbicos de sedimentos, dos quais 7 milhões serão para Itapoá que, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.
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