Há espaço para o agro diversificar vendas à China, reforça estudo
ago, 31, 2021 Postado porSylvia SchandertSemana202135
Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China ainda reserva boas oportunidades para o setor, desde que contornadas
barreiras tarifárias e não-tarifárias para alguns produtos. E, entre os candidatos com possibilidade de reforçar uma pauta atualmente dominada por soja, carnes, celulose, açúcar, tabaco e algodão, está o milho, cuja produção é crescente no Brasil – e que já começou a ganhar relevância nas importações chinesas.
Esse cenário é reforçado por um estudo recém-concluído feito em parceria pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Academia Chinesa de Comércio Internacional (Caitec), que traçou pilares e oportunidades para as relações comerciais bilaterais. Assinado pelos pesquisadores Marcelo José Braga Nonnemberg, Uallace Moreira Lima, Mateus Azevedo Araujo, Fernanda Pedrosa e Scarlett Queen Almeida Bispo, o trabalho será publicado esta semana.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, as exportações do agro brasileiro para a China renderam US$ 27,9 bilhões de janeiro a julho, ou 38,4% do valor total registrado. Essa participação cresceu com o avanço dos embarques de soja e carnes. O Brasil já é um grande fornecedor externo de produtos do agro para ao mercado chinês, mas pode avançar mais: além do milho, foram mapeadas oportunidades para o Brasil no comércio de
frutas (in natura e em conserva), pescados, crustáceos,sucos e extratos vegetais, entre outros.
Fonte: Valor Econômico
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