IMO avança na digitalização para reforçar a segurança e a proteção marítima
abr, 01, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202614
O Comitê de Facilitação (FAL) da Organização Marítima Internacional (IMO) aprovou uma estratégia global para a digitalização marítima, além de medidas de cibersegurança para janelas únicas marítimas.
Reunido em Londres em sua 50ª sessão (23 a 27 de março), o comitê aprovou a Estratégia da IMO para a Digitalização Marítima, com o objetivo de transformar as operações marítimas globais. A iniciativa destaca a interoperabilidade, a padronização de sistemas, o compartilhamento de dados e a governança eficiente de informações entre organizações e jurisdições.
A estratégia estabelece a digitalização marítima como uma política central da IMO, a ser integrada ao Plano Estratégico da organização e aplicada em todos os seus órgãos e processos. Isso inclui o envolvimento de autoridades marítimas, da indústria de navegação e dos marítimos.
O objetivo é aumentar a eficiência e reduzir a burocracia, facilitando o compartilhamento, a verificação e a renovação de credenciais de marítimos, identificação de passageiros e certificados de embarcações. A estratégia também utiliza dados para melhorar a segurança da navegação e o desempenho ambiental dos navios, promovendo sistemas centrados no ser humano e resilientes a interrupções, ameaças cibernéticas e desafios ambientais.
Após a aprovação pelo comitê FAL, a estratégia será encaminhada aos comitês Jurídico, de Proteção do Meio Ambiente Marinho e de Segurança Marítima da IMO para análise adicional, antes de ser submetida à adoção na 35ª sessão da Assembleia da IMO, em 2027.
Cibersegurança para janelas únicas marítimas
Com o avanço da digitalização, aumentam também as ameaças cibernéticas, que podem causar falhas operacionais, de segurança e proteção. Para enfrentar esse cenário, o comitê aprovou emendas ao Anexo da Convenção sobre Facilitação do Tráfego Marítimo Internacional de 1965 (Convenção FAL).
As alterações exigem que os governos implementem medidas obrigatórias de cibersegurança para proteger as janelas únicas marítimas, de acordo com suas legislações nacionais.
As Janelas Únicas Marítimas (Maritime Single Windows – MSWs) são plataformas digitais centralizadas criadas por autoridades marítimas para facilitar a troca de informações entre navios e órgãos governamentais. As emendas buscam proteger esses sistemas — essenciais para simplificar procedimentos de chegada, estadia e saída em portos — contra riscos cibernéticos.
As mudanças serão submetidas à adoção na próxima sessão do comitê (FAL 51), em 2027, com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro de 2029.
Introdução de API e BRI no transporte marítimo
O comitê também aprovou emendas que permitirão aos governos implementar sistemas de Informação Antecipada de Passageiros e Tripulação (API) e Informações de Reserva (BRI) no setor marítimo. As medidas representam um avanço na gestão de dados de passageiros e tripulantes, fortalecendo o controle de fronteiras e a eficiência operacional.
As alterações também serão submetidas à adoção na FAL 51, em 2027, com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro de 2029.
Fonte: IMO
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