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Importação de calçados no Brasil tem criado ambiente mais desafiador, diz comando da Vulcabras

nov, 03, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202546

Apesar do cenário competitivo, a Vulcabras deve manter um ritmo constante de investimentos em modernização de maquinário e contratação de funcionários, afirmou o diretor-presidente da companhia, Pedro Bartelle. Segundo ele, a estrutura fabril atual ainda tem capacidade suficiente para continuar crescendo sem necessidade de expansão física.

Bartelle destacou que a importação de calçados no Brasil tem crescido cerca de 40%, o que contribui para um ambiente mais desafiador para a indústria nacional.

Confira a seguir um histórico da importação de calçados a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações Brasileiras de Calçados | Jan 2022 a Set 2025 | TEU

Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)

O executivo participou, na manhã de sexta-feira (31), de uma teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre. A companhia está concluindo a ampliação do centro de distribuição em Horizonte (CE), parte dos esforços para atender ao aumento da demanda por tênis esportivos.

De acordo com Bartelle, o suprimento dos produtos da linha Corre ainda não está totalmente regularizado. “Às vezes, você chega na loja e não encontra sua numeração”, afirmou.

A expansão das linhas não se limita à marca Olympikus. A empresa também desenvolveu, em parceria com a americana Under Armour, uma linha de corrida brasileira — até então, focada apenas em tênis de basquete e musculação. O lançamento está previsto para 2026.

Além disso, a marca Mizuno também terá novos produtos de alto desempenho para corrida. Esse crescimento ocorre mesmo diante do avanço das importações, que “criam um ambiente mais desafiador”, segundo Bartelle.

A Vulcabras registrou lucro de R$ 547,2 milhões no terceiro trimestre, alta de 217,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita cresceu 21,8%, alcançando R$ 955,7 milhões.

Imagem gerada por Inteligência Artificial

Fonte: Valor Econômico

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