Importações de aço caem pelo 2º mês consecutivo, após sete altas
out, 17, 2025 Postado porSylvia SchandertSemana202543
Em setembro de 2025, ante o mesmo período de 2024, as importações brasileiras de aço diminuíram 31,9%, para 446 mil toneladas, conforme dados do Instituto Aço Brasil (IABr), divulgados nesta quinta-feira (16). Foram 410 mil toneladas importadas de laminados (-14,6%) e 36 mil toneladas de semiacabados para venda (-79,4%).
Esse foi o segundo mês consecutivo de queda nos desembarques, após sete altas seguidas. Em agosto, na comparação com um ano antes, houve um recuo de 24%. Procurada, o IABr não respondeu se fatores específicos motivaram as retrações.
Embora as compras externas tenham caído nos dois últimos meses, entre janeiro e setembro deste ano, em relação a igual intervalo do exercício anterior, houve crescimento de 9,7%, para 5,1 milhões de toneladas. Foram 4,5 milhões de toneladas importadas de laminados (+25,8%) e 600 mil toneladas de semiacabados para venda (-41,2%).
O volume acumulado de desembarques é o maior para o período desde 2013, quando o Aço Brasil iniciou a série histórica do levantamento. O instituto prevê que as importações – somente de laminados – cheguem a 5,3 milhões de toneladas neste ano, uma alta de 11,2%.
Cabe destacar que as siderúrgicas têm pressionado o governo federal para que novas medidas de defesa comercial sejam implementadas. As empresas alegam enfrentar uma concorrência desleal contra alguns países, sobretudo a China. As usinas dizem que a cota-tarifa imposta pelo Brasil não foi eficaz. Há cortes de pessoal e de investimentos pelo setor.
Participação da China cresce e desembarques da Coréia do Sul aumentam
As importações de aço do mercado chinês registraram alta anual de 23,3% em setembro e de 25,9% no acumulado de 2025. A participação nos desembarques brasileiros cresceu nos dois comparativos. No mês, o país respondeu por 59,1% das compras, e, no ano, 61,1%.
A Coréia do Sul, segunda principal fornecedora, também elevou a participação nas compras em ambas as comparações. Em setembro, os sul-coreanos foram responsáveis por 15% do aço importado pelo Brasil, com um avanço de 377,9% na quantidade exportada, enquanto, no ano, responderam por 11,5%, com expansão de 226,7% no volume embarcado.
Produção de aço bruto recua no Brasil e em Minas Gerais
A produção brasileira de aço bruto em setembro deste ano caiu 3,2%, para 2,8 milhões de toneladas, no confronto com igual intervalo de 2024. Minas Gerais teve 31% de participação no resultado, liderando entre os estados, com 868 mil toneladas produzidas, contudo, também registrou queda no volume produzido, de 2,1%.
Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil produziu 25 milhões de toneladas e Minas Gerais 7,6 milhões, ou seja, 30,5% do total nacional. Frente ao mesmo período do último ano, ambos apresentaram desempenhos inferiores, com recuos de 1,7% e 1%, respectivamente.
Exportações de aço em alta
Ainda conforme os números do Aço Brasil, as exportações de aço do Brasil atingiram 786 mil toneladas em setembro e 7,8 milhões de toneladas no acumulado de nove meses. Em relação aos respectivos períodos do ano passado, os embarques cresceram 11,6% e 2,6%.
Além disso, as vendas internas recuaram 0,6% no mês, para 1,9 milhão de toneladas, e expandiram 0,5% no ano, para 16,1 milhões de toneladas. Já o consumo aparente foi de 2,3 milhões de toneladas em setembro, retração de 5%, e de 20,4 milhões de toneladas no acumulado, acréscimo de 4,1%, influenciado pela alta das importações.
Fonte: Diário do Comércio
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