Maersk e Hapag-Lloyd retomam parte das viagens pelo Canal de Suez sob a rede Gemini
jul, 06, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202627
Os armadores Maersk e Hapag-Lloyd voltarão a realizar algumas viagens pelo Canal de Suez dentro da rede conjunta Gemini, informou a Maersk nesta segunda-feira. A notícia pressionou as ações das duas empresas, devido ao potencial impacto sobre as tarifas de frete.
O corredor comercial entre Ásia e Europa pelo Canal de Suez foi abandonado pela maior parte das companhias de navegação após os ataques dos houthis, do Iêmen, no Mar Vermelho. Isso obrigou os navios a fazerem a rota muito mais longa pelo Cabo da Boa Esperança, na África, mas as empresas do setor agora avaliam um retorno gradual à rota pelo Mar Vermelho.
“Esta decisão conjunta com a Hapag-Lloyd ocorre após avaliações detalhadas da situação de segurança na região do Mar Vermelho e representa um passo em direção a um retorno gradual ao corredor trans-Suez”, afirmou a Maersk em comunicado.
Rota mais rápida entre Europa e Ásia
A passagem pelo Canal de Suez e pelo Mar Vermelho é a ligação marítima mais rápida entre Europa e Ásia e respondia por cerca de 10% do comércio marítimo global antes do início dos ataques, segundo dados da Clarksons Research.
As viagens mais longas contornando a África elevaram os custos do transporte marítimo, tornando os fretes mais caros.
A Maersk informou que, por enquanto, ela e a Hapag-Lloyd não pretendem alterar outros serviços da rede Gemini, acrescentando que continuarão monitorando de perto a situação no Oriente Médio.
“Qualquer alteração nos serviços da Cooperação Gemini continuará dependendo da estabilidade contínua na região do Mar Vermelho e da ausência de uma escalada dos conflitos na região”, acrescentou a empresa.
As ações da Maersk e da Hapag-Lloyd caíam 6,6% e 3,8%, respectivamente, às 11h47 GMT.
“Vemos isso como o primeiro passo que abrirá caminho para um retorno completo ao Mar Vermelho até o final deste ano”, afirmou o analista Haider Anjum, do Jyske Bank, em relatório a clientes.
“Um retorno total e, consequentemente, uma gestão de capacidade mais eficiente, combinado com a perspectiva de entrega de novos navios em 2027 e 2028, deverá pressionar as tarifas de frete e, por consequência, os resultados financeiros das companhias de navegação.”
A Maersk e a Hapag-Lloyd retomaram, em meados de fevereiro, o serviço conjunto ME11 — que conecta a Índia e o Oriente Médio ao Mediterrâneo por meio do Canal de Suez — com navios navegando sob escolta naval.
Fonte: Reuters
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