Maior navio de fertilizantes da história atraca no Porto de Paranaguá
maio, 07, 2025 Postado porDenise VileraSemana202519
O navio Tai Knighthood, vindo da China, dos portos de Tangsahn e Nanjing, atracou neste fim de semana no berço 211 do Porto de Paranaguá. Exportado pelo trader Bestwin e representado pela Bulkfertz no Brasil, a embarcação carregada com mais de 78 mil toneladas de fertilizantes bateu recorde no volume do produto importado de uma única vez. A Fortesolo, empresa do grupo FTSpar, é uma das operadoras que atuam na descarga e no armazenamento da carga que tem como destino diferentes regiões do país onde há forte produção agrícola.
“Existe uma tendência no mercado de fertilizantes que é a contratação de navios Panamax. Ano passado nós operamos treze navios deste porte, totalizando cerca de 320 mil toneladas; esse ano já operamos nove e estamos esperando o décimo, previsto para o mês de junho. Nós nos preparamos tanto com expertise em treinamento de pessoal quanto com equipamentos, porque são navios que, sem os guindastes, exigem a estrutura adequada de terra” explica Jailson Luz, COO da FTSpar.
Confira a seguir um histórico das importações de fertilizantes via Porto de Paranaguá a partir de 2022. OS dados são do DataLiner:
Importações Brasileiras de Fertilizantes via Porto de Paranaguá| Jan 2022-Março 2025 | TEU
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
O Porto de Paranaguá é um dos principais canais de importação de fertilizantes do Brasil. No fim de 2024, diversos berços tiveram aumento de calado e passaram a ter mais 30 centímetros de profundidade. Essa mudança permite a atracação de navios maiores e mais pesados no litoral paranaense. O diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, ressalta que o investimento em infraestrutura marítima acompanha as mudanças mundiais que reforçam a necessidade de reduzir o custo logístico nas negociações internacionais.
“O mundo portuário, assim como o mundo do Comércio Exterior avançou muito nos últimos anos e com essa nova demanda, surgiu a necessidade de navios maiores, com maior capacidade e redução do custo logístico. Então, nós estamos, sim, preparados para receber esses navios de grande porte”, avalia Vieira.
Fonte: Informativo dos Portos
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