Maior porto de minério em MS vai duplicar capacidade
jun, 05, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202623
A mineradora LHG Mining, da holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, apresentou projeto de expansão do Porto Gregório Curvo, às margens do Rio Paraguai, para ampliar a capacidade de armazenamento de minério das atuais 700 mil toneladas por ano para 1,5 milhão de toneladas de capacidade estática.
O projeto também prevê a ampliação da estrutura para permitir o embarque de até 15 milhões de toneladas de minério de ferro e manganês por ano. Para isso, será necessária nova autorização dos órgãos ambientais.
O porto opera atualmente com a Licença de Operação nº 220/2019, emitida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). A estrutura está localizada na margem esquerda do Rio Paraguai, no distrito de Porto Esperança, a cerca de 90 quilômetros de Corumbá.
A proposta será discutida em audiência pública marcada para quinta-feira, às 18h, em Corumbá.
Investimentos
As intervenções previstas foram orçadas em R$ 1,91 bilhão. O projeto inclui a implantação de estrutura ferroviária, sistema de virador de vagões, transportadores de correia, novo pátio de estocagem e um píer para embarque de minério.
Segundo a empresa, a opção pelo transporte fluvial foi definida após análise comparativa com os modais rodoviário e ferroviário. O estudo apontou menor emissão de gases de efeito estufa pelas barcaças, com 263 GgCO2e, ante 433 GgCO2e no transporte ferroviário e 562 GgCO2e no rodoviário.
De acordo com o cronograma, a fase de implantação ocorrerá entre 2026 e 2029, com início das operações previsto para 2029.
Obras previstas
Para integrar as áreas de estocagem, peneiramento, pera ferroviária e píer, será construída uma ponte sobre um corixo que separa as instalações.
As obras incluem a remoção de vegetação em 66,52 hectares, terraplanagem e abertura de acessos. O aterro da pera ferroviária exigirá aproximadamente 1,5 milhão de metros cúbicos de terra, equivalente à movimentação de mais de 107 mil caminhões do tipo truck. Outras estruturas demandarão mais 162,7 mil metros cúbicos de aterro.
Operação
A empresa estima a geração de 1.642 empregos diretos durante as etapas de terraplanagem, obras civis, montagem eletromecânica, comissionamento, gerenciamento e operação.
Os vagões carregados de minério chegarão pela ferrovia e serão descarregados automaticamente por meio de um virador de vagões. Em seguida, o minério será transportado por correias até o pátio de estocagem, onde estão previstas sete pilhas de armazenamento. O sistema contará com 22 transportadores de correia e equipamentos de aspersão para controle de poeira.
Impactos ambientais
O estudo ambiental aponta possíveis impactos na qualidade do ar devido à emissão de poeira e gases provenientes de máquinas e veículos. Segundo a empresa, a substituição do transporte rodoviário pelo ferroviário tende a reduzir a concentração de poeira na comunidade de Porto Esperança.
O projeto também prevê dragagem na calha do Rio Paraguai, medida que poderá alterar a dinâmica do rio e que se alinha às discussões sobre a futura concessão da hidrovia.
A viabilização do empreendimento depende da obtenção das licenças ambientais necessárias.
Fonte: Correio do Estado
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