Nas exportações do 1º trimestre, somente os industrializados de frango registraram resultado negativo
abr, 25, 2025 Postado porDenise VileraSemana202517
Frango inteiro, seus cortes e a carne de frango salgada fecharam o 1º trimestre de 2025 registrando evolução positiva não só no volume, mas também no preço médio, os dois fatores atuando para uma receita cambial também positiva. A exceção – nos três quesitos – ficou com os industrializados de frango.
Em termos de volume, a maior expansão – 16,52% de aumento; 142 mil/t adicionais – foi registrada na exportação de cortes de frango, cuja quantidade superou ligeiramente o primeiro milhão de toneladas. E embora tenham aumentado mais de 15%, as exportações de carne salgada apresentaram acréscimo de apenas 5.658 toneladas, volume inferior ao incremento de 13.669 toneladas do frango inteiro, que registrou variação positiva de 5,22%.
Mas o destaque em termos de preço recai sobre a carne salgada, que aumentou 43% e ultrapassou a marca dos US$3.500/tonelada, à primeira vista o maior valor já alcançado por esse item. Com reajustes mais modestos, os preços do frango inteiro e dos cortes de frango fecharam o trimestre valorizando-se 6,41% e 4,66%, respectivamente.
Em função desses desempenhos, o maior avanço na receita cambial recaiu sobre a carne salgada, que registrou valorização de 65% sobre idêntico período de 2024. Mesmo assim, a receita obtida representou menos de 6% da receita total.
Em outras palavras, a receita principal continuou sendo gerada pelos cortes de frango. Eles fecharam o trimestre registrando valorização anual próxima de 22% , obtendo receita (perto de US$1,8 bilhão) que correspondeu a 71% da receita total.
Por sua vez, a receita cambial do frango inteiro – agora não muito distante dos US$500 milhões – aumentou quase 12%, respondendo por, aproximadamente, 20% da receita global da carne de frango.
Em resumo, só os industrializados estiveram alheios a todos esses avanços. O volume recuou 2,76%, o preço médio, mesmo em semi estabilidade, foi 0,12% menor e, como consequência, a receita cambial recuou 2,87%. Menos mal que a receita gerada – perto de US$93 milhões – tenha representado apenas 3,67% da receita global do setor.
Fonte: AviSite
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