Navio japonês é o 1º de refinaria a passar por Ormuz desde início da guerra, dizem fontes
abr, 29, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202618
Um superpetroleiro japonês pode ter cruzado o Estreito de Ormuz na terça-feira, no que seria a primeira vez que uma embarcação pertencente a uma refinaria deixa o Golfo Pérsico desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro deste ano.
O Idemitsu Maru, da Idemitsu Kosan, parece ter passado pelo estreito, de acordo com fontes, incluindo dados de rastreamento de navios da MarineTraffic.
“Este é o resultado de negociações do governo japonês”, disse um alto funcionário ao Nikkei Asia. “Nenhuma taxa de trânsito foi paga.”
O petroleiro partiu da Arábia Saudita com destino à Ásia e acredita-se que esteja navegando em direção ao Japão. A previsão é de chegada em meados de maio.
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz — um ponto vital para o escoamento de petróleo bruto com destino à Ásia — permanece praticamente paralisado enquanto Estados Unidos e Irã não encontram um caminho para encerrar as hostilidades.
A mídia estatal iraniana informou que o Idemitsu Maru atravessou o estreito com permissão do Irã.
O navio é da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), com capacidade estimada de cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto. A Idemitsu Kosan se recusou a comentar, alegando preocupações com a segurança.
O Idemitsu Maru é operado pela Idemitsu Tanker, subsidiária com sede em Tóquio. A embarcação foi concluída em 2007 e tem 333 metros de comprimento.
A Idemitsu é a segunda maior refinaria de petróleo do Japão. Possui seis refinarias no país e contribui para o fornecimento estável de gasolina, diesel e matérias-primas petroquímicas produzidas a partir de petróleo bruto importado.
Entre embarcações ligadas ao Japão, três navios de transporte de gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP), da Mitsui O.S.K. Lines, atravessaram o Estreito de Ormuz desde o início da guerra. Trata-se, porém, de uma empresa de transporte marítimo, e não de uma refinaria. Os destinos dessas embarcações foram Omã e Índia, e não o Japão.
Imagem gerada por Inteligência Artificial
Fonte: Valor Econômico
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