Nova lei de ferrovias gera impasse e será definida voto a voto
out, 05, 2021 Postado porSylvia SchandertSemana202138
O governo e o setor privado avaliam que o texto mais recente do novo marco legal das ferrovias impõe dificuldades aos investidores e coloca em risco boa parte dos 14 projetos de estradas de ferro apresentados ao Ministério da Infraestrutura nas últimas semanas. Esses projetos somam R$ 80 bilhões em promessas de aportes na ampliação da malha atual em 5.360 quilômetros de trilhos, cruzando 12 unidades da federação.
Os empreendimentos foram protocolados após a publicação de uma medida provisória (MP 1.065), no fim de agosto, permitindo que novas ferrovias sejam construídas pelo regime de autorização – com regras mais flexíveis e sem a necessidade de percorrer o exaustivo trâmite dos leilões.
Apesar de destravar investimentos, a iniciativa do governo teve forte repercussão negativa no Senado, que vinha discutindo uma proposta com a mesma finalidade desde 2018 e se sentiu “driblado” pelo Palácio do Planalto. As últimas semanas foram dedicadas a uma tentativa de convergência entre o PLS 261, relatado pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), e a MP 1.065. Não deu certo.
Um dos principais impasses está na inclusão, pelo relator do PLS 261, da “reserva de capacidade por concurso aberto” nos novos contratos – por autorização ou por concessão – de ferrovias.
Fonte: Valor Econômico
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