Economia

Novo mês de dados do DataLiner: Exportações brasileiras via contêineres permanecem estáveis em 2025, enquanto importações aceleram com recuperação industrial

nov, 06, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202546

As exportações brasileiras via contêineres se mantiveram praticamente estáveis no acumulado de janeiro a setembro de 2025, com leve alta de 0,1% em relação a igual período de 2024, segundo dados da equipe de Business Intelligence da Datamar, obtidos a partir do sistema DataLiner. Em sentido oposto, as importações registraram avanço de 6,7% no mesmo comparativo, impulsionadas pela recuperação da indústria e pela demanda por insumos e bens de capital.

Exportações em compasso de espera

O desempenho das exportações reflete a desaceleração da demanda nos principais mercados de destino, especialmente China (–8,6%), Estados Unidos, cujas tarifas de exportação para alguns produtos está em 50% (–5,8%) e México (–3,9%). A Índia, por outro lado, consolidou-se como um dos destaques do período, com aumento de 27,7% nas cargas recebidas do Brasil, evidenciando a diversificação das rotas comerciais.

Entre as principais mercadorias exportadas, as carnes lideram com crescimento de 2,8%, enquanto madeira (–8,4%) e algodão (–5,3%) registraram retração. Segundo especialistas do setor, a queda nas commodities industriais e agrícolas reflete um mercado global mais competitivo e o enfraquecimento da demanda asiática.

Confira no gráfico a seguir um comparativo das exportações brasileiras via contêineres nos nove primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Contêineres | Jan-Set 2022-2025 | TEU

Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)

Análise da equipe do DatamarNews mostra que as exportações conteinerizadas vêm enfrentando gargalos logísticos e redução no ritmo de embarques em portos como Santos e Paranaguá, além de custos elevados de demurrage diante do acúmulo de navios em fila — cenário que reforça a necessidade de planejamento e inteligência de mercado para exportadores.

Importações sustentam crescimento

Do lado das importações, o avanço de 6,7% no acumulado do ano confirma a retomada da atividade industrial e o aumento do consumo interno. O destaque ficou para o crescimento de 4% nas compras de plásticos, 23,8% nas compras de reatores, caldeiras e máquinas e autopeças (+9%).

A China manteve-se como principal origem dos produtos importados, com alta de 9,3% sobre o mesmo período de 2024, enquanto Estados Unidos (–2,6%) e Alemanha (+0,9%) alternaram variações modestas. Segundo dados do governo o aumento das importações está alinhado à reativação de setores industriais brasileiros, como automotivo e químico, e ao fortalecimento do câmbio para aquisição de bens de capital.

Confira abaixo um comparativo das importações brasileiras via contêineres nos nove primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações Brasileiras de Contêineres | Jan-Set 2022-2025 | TEU

Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)

Panorama regional

A tendência de recuperação também se estende a parceiros regionais. A Argentina registrou aumento de 6,8% nas exportações via contêineres entre janeiro e setembro, e crescimento expressivo de 67,6% nas importações. No Uruguai, as exportações conteinerizadas cresceram 2,8%, e as importações 11,5% no mesmo período, conforme dados DataLiner.

Desafios e perspectivas

Embora o resultado brasileiro no comércio conteinerizado mostre estabilidade, a dependência de poucos mercados e os gargalos logísticos ainda limitam o potencial de expansão. O crescimento das importações reflete uma economia que volta a investir, mas as exportações precisam de novos destinos e mais eficiência portuária para retomar fôlego.

A expectativa é que, até o fim de 2025, a demanda asiática por carnes e celulose possa sustentar uma leve recuperação nas exportações via contêineres, enquanto o fluxo de importações deve continuar aquecido, especialmente de insumos industriais e máquinas.

Fonte: Datamar

 

 

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