Portos e Terminais

O que se sabe sobre o navio ‘fantasma’ apreendido pelos EUA na costa da Venezuela

dez, 12, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202550

O enorme petroleiro apreendido pelas forças americanas na costa da Venezuela faz parte de uma frota clandestina há vários anos e já era conhecido pelas autoridades dos EUA por seu papel no comércio de petróleo iraniano.

O Skipper foi alvo de sanções americanas em 2022 por “embarques ilícitos de petróleo” relacionados ao Irã, sob seu antigo nome, Adisa. O navio apresenta características típicas da frota clandestina: navega sob uma falsa bandeira guianense, possui propriedade obscura e tem idade avançada, que normalmente o destinaria a estaleiros de sucata no sul da Ásia, e não a terminais de exportação de petróleo bruto.

No início deste ano, o Skipper facilitou duas transferências em alto-mar de petróleo bruto iraniano com destino à China, antes de aparecer novamente neste mês para coletar petróleo venezuelano, segundo dados de rastreamento compilados pelas consultorias Kpler e Vortexa. Esta é a primeira viagem confirmada à Venezuela desde 2023.

O proprietário do Skipper, listado como Triton Navigation Corp. no banco de dados Equasis, e seu administrador, Thomarose Global Ventures Ltd., ambos sediados na Nigéria, não responderam aos pedidos de comentário.

Um VLCC tem capacidade para transportar até 2 milhões de barris, e a maior parte do petróleo carregado pelo navio provavelmente era do tipo Merey, de acordo com dados de rastreamento. Esse petróleo é frequentemente utilizado para produzir betume e exportado majoritariamente para a China.

No total, a frota clandestina que abastece exportações de petróleo bruto de Venezuela, Irã e Rússia é composta por cerca de 978 embarcações, o equivalente a aproximadamente 19% da frota global de petroleiros, segundo estimativa divulgada pela S&P Global em setembro.

Image gerada por Inteligência Artificial

Fonte: Valor Econômico

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