Portos e Terminais

Obras da Ferrovia Interna do Porto de Santos avançam 30% em 2 anos; veja o andamento

set, 24, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202540

As obras de infraestrutura na Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips) avançaram 30% em quase dois anos, incluindo três novas linhas férreas nas duas margens do complexo portuário santista, que permitem o escoamento de até 40 milhões de toneladas de grãos e celulose por ano. As informações são da Associação Gestora (AG) da Fips, que espera concluir todos os investimentos, calculados em R$ 1 bilhão, até 2028, dentro do cronograma previsto.

A cessão da Ferrovia Interna do Porto de Santos entrou em vigor em 1º de outubro de 2023 e tem vigência de 35 anos, prorrogáveis por igual período, para gestão, operação, manutenção e expansão da linha férrea. A AG-Fips é uma sociedade de propósito específico formada pela Rumo, MRS e VLI, que substituiu a Portofer na gestão da ferrovia.

Conforme o contrato, a cessionária terá que investir em projetos de infraestrutura nos primeiros cinco anos, com o objetivo de ampliar a capacidade de escoamento de produtos de 51 milhões de toneladas por ano para 115 milhões de toneladas por ano, no complexo portuário santista.

De acordo com a AG-Fips, já foram concluídos:

  • o bulevar aéreo de acesso ao Parque Valongo;
  • a ampliação do Pátio Ferroviário de Conceiçãozinha, em Guarujá, em operação desde agosto de 2024, que aumenta a capacidade de recebimento de grandes volumes de cargas;
  • a implantação do Cluster de Celulose Macuco, em Santos, operando desde o início de 2025, que amplia a malha ferroviária para atender ao crescimento do setor de celulose e ao corredor de exportação.

“Essas obras permitem o escoamento de até 40 milhões de toneladas por ano de grãos e celulose, reforçando a capacidade de exportação do Porto”, afirmou a AG-Fips.

“Estamos orgulhosos do progresso alcançado até o momento. Isso reflete nosso compromisso com a eficiência e competitividade do Porto de Santos. Já é possível observar aumento da movimentação de grãos e celulose, com impactos positivos gerados pela infraestrutura entregue”, afirmou o presidente da AG-Fips, João Almeida.

Quanto à pera ferroviária — um pátio circular que possibilitará o transbordo da carga sem a necessidade de desmembramento do trem —, a AG-Fips informou que as obras seguem em andamento, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2026.

“Aguardada há mais de dez anos, a obra foi dividida em sete fases: quatro delas concluídas, e as fases cinco e seis iniciadas recentemente. Essa intervenção é considerada fundamental para a eficiência logística e atendimento aos terminais de Outeiros, Macuco e Ponta da Praia”, pontua a empresa.

Além da pera, para o próximo ano está prevista a implantação do Controle de Tráfego Ferroviário Centralizado (CTC), “que modernizará o gerenciamento das composições no trecho entre Outeiros e Ponta da Praia, aumentando a segurança e a confiabilidade das operações”, diz a cessionária.

Terminal tem aporte de R$ 2,5 bilhões

Em conjunto com a CHS, a Rumo Logística está desenvolvendo um novo terminal portuário na área do terminal da DP World no Porto de Santos, com aporte de R$ 2,5 bilhões. O empreendimento, que aguarda a conclusão do licenciamento ambiental, terá obras com duração estimada de 30 meses e capacidade anual de movimentação de até 9 milhões de toneladas de grãos e 3,5 milhões de toneladas de fertilizantes.

“A Rumo vem contribuindo para impulsionar o crescimento da capacidade no Porto de Santos por meio de importantes investimentos e parcerias estratégicas. Já o conjunto de projetos da Fips prevê acrescentar ao menos 25 milhões de toneladas à capacidade do Porto até 2030”, informou a companhia ferroviária, em nota.

A empresa informou também que avança com a Ferrovia de Mato Grosso (FMT), considerada o maior projeto ferroviário em execução no País e pioneiro no modelo greenfield. “Com 740 quilômetros de extensão, a ferrovia terá sua primeira fase entregue no segundo semestre de 2026: 160 quilômetros de trilhos e um terminal de transbordo rodoferroviário com capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas por ano.”

Fonte: A Tribuna

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