Portos e Terminais

Obras de pavimentação em concreto no acesso ao Porto de Antonina começam na próxima segunda-feira (7)

jul, 02, 2025 Postado porDenise Vilera

Semana202527

Esperadas pela população de Antonina e por quem precisa acessar o porto, as obras de revitalização de 4,6 km da Avenida Conde Matarazzo e da Rua Engenheiro Luiz Augusto Leão da Fonseca devem começar no próximo dia 7 de julho, de acordo com Victor Kengo, diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná.

Kengo participou da sessão ordinária da Câmara Municipal na última terça-feira (24), ao lado de Vinicius Machado, diretor operacional da MJRE Construtora Ltda., Renato Reis, gerente de engenharia da empresa, e do secretário municipal de Obras, Gian Carlos Nogueira. Eles foram convidados pelos vereadores para prestar esclarecimentos sobre o andamento da obra, prevista para ser concluída em abril de 2026.

Mais de R$ 18 milhões

O contrato com a MJRE Construtora para a pavimentação do acesso ao Porto de Antonina foi assinado em janeiro deste ano. A mesma empresa que elaborou o plano técnico será responsável pela execução, no valor total de R$ 18,4 milhões. Até o momento, a Portos do Paraná já efetuou dois pagamentos à empresa, somando R$ 78.501,40, sendo R$ 58.755,31 (em 12 de março) e R$ 19.746,09 (em 9 de abril), segundo o Portal da Transparência. “A obra começa na entrada da Rua Uruguai, próximo ao hospital, e segue até a entrada do Terminal. Depois, continua na Engenheiro Luiz Augusto Leão da Fonseca até a Ponta do Félix”, explicou Vinicius Machado.

Características da obra e durabilidade do material
O projeto prevê a remoção do asfalto antigo para substituição por pavimentação em concreto, material que oferece maior durabilidade e menor custo de manutenção em comparação ao asfalto. O projeto também inclui a implantação de ciclovias, rampas de acessibilidade, novos abrigos de ônibus e a reforma das calçadas.

Serão instalados sistemas de drenagem para evitar alagamentos, além de sinalização e outros serviços para melhorar o fluxo de caminhões. O asfalto retirado será reutilizado nas ciclovias e calçadas. Já os paralelepípedos serão entregues à Prefeitura, que decidirá o uso do material.

Segundo a empresa, a estrada terá capacidade para suportar até 45 toneladas e uma vida útil estimada em 50 anos. “Em projetos como este, a expectativa de durabilidade é de dez anos, mas esse vai durar mais de cinquenta. Claro que exigirá manutenções, especialmente nas juntas, mas são serviços mais simples”, comentou o diretor da empresa responsável pela obra.

Empregos gerados e impacto durante a obra
De acordo com Machado, cerca de 40 dos 60 trabalhadores necessários para a obra serão contratados em Antonina. O diretor informou que já acionou o Serviço Nacional de Emprego (Sine local), conforme solicitação do Município, informando as vagas disponíveis.

Já os trabalhos devem ocorrer de segunda a sexta-feira, entre 7h e 17h, podendo, eventualmente, ser estendidos para o período noturno ou fins de semana. Sempre haverá ao menos uma faixa liberada ao tráfego de veículos, afirma a MJRE.

Em relação ao acesso às escolas da região, a empresa informou que irá dialogar com as instituições para garantir que as atividades não sejam prejudicadas.

Revitalização da ponte
A chamada “ponte” na Rua Engenheiro Luiz Augusto Leão da Fonseca, próxima ao supermercado Pague Menos, será alargada para permitir o trânsito simultâneo de dois veículos, com espaço para pedestres e ciclovia.

“Isso que vocês chamaram de ponte, nós falamos que é uma laje de concreto, porque não há uma fundação. Atualmente, as galerias desta via são circulares e isso acaba gerando uma depressão em relação ao asfalto. Nós faremos uma galeria retangular, com uma laje de concreto em cima, que vai dar mais vazão para essa água, além de estar em concordância com a via”, explica Machado aos vereadores.

Sem árvores
Questionada pelos vereadores sobre arborização nas avenidas, a empresa informou que não haverá plantio de árvores. “Não terá porque, apesar da preocupação com pedestres e ciclistas, o projeto foi desenvolvido dentro do espaço disponível, e não há área suficiente para árvores”, disse Machado.

Na Rua Engenheiro Luiz Augusto Leão da Fonseca, a ciclovia existente em um trecho será substituída por espaço compartilhado com pedestres.

Marina de Antonina
Outra obra que deve movimentar Antonina é a construção da marina na área ociosa do porto público Barão de Teffé. Em fevereiro de 2024, a Marina Antonina Administração e Infraestrutura SPE Ltda. venceu a licitação para uma concessão de 20 anos da área de 250 mil m².

O contrato, no valor de pouco mais de R$ 35 milhões, teve como critério de disputa o maior valor de remuneração mensal à Portos do Paraná. A Marina Antonina venceu ao oferecer R$ 70 mil mensais.

Segundo o gestor do projeto, Roberto Grupenmacher, informou ao JB Litoral, a empresa segue aguardando o licenciamento ambiental e detalhando o projeto. A expectativa é iniciar a fase 1 da operação em dezembro, com conclusão total em cinco anos.

Fonte: JB Litoral 

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