ONU articula proposta para liberar fertilizantes no Estreito de Ormuz em meio a escassez crescente
abr, 13, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202616
A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta segunda-feira (13) que está em curso uma articulação diplomática em torno de uma proposta liderada pelo organismo para garantir a passagem segura de carregamentos de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz. Uma fonte com conhecimento das discussões ressaltou à Reuters que a urgência vem aumentando à medida que a escassez se agrava.
As seis semanas de combates desencadeadas pelos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã, e que depois se espalharam para o Líbano e a região do Golfo, já deixaram milhares de mortos no Oriente Médio e desorganizaram cadeias globais de suprimento após a quase paralisação da navegação pelo Estreito de Ormuz.
Os militares dos Estados Unidos iniciaram nesta segunda-feira um bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra e sai de portos e áreas costeiras iranianas, depois que as negociações realizadas no fim de semana para encerrar a guerra fracassaram e colocaram em risco um frágil cessar-fogo de duas semanas.
Há necessidade urgente de encontrar uma solução, disse à Reuters uma fonte a par da iniciativa coordenada pela ONU. Segundo essa fonte, alguns produtores rurais da América Latina já estão deixando de fazer a segunda safra de milho, enquanto agricultores africanos enfrentam uma janela crítica, com risco de perdas severas de produtividade sem acesso a fertilizantes.
“Reuniões extensas” foram realizadas em Nova York nas últimas duas semanas para discutir o desenho e a operacionalização do mecanismo com os Estados-membros envolvidos, disse à Reuters Juliette Touma, diretora de comunicação do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS).
As reuniões, lideradas por Jorge Moreira da Silva, diretor-executivo do UNOPS, continuam em andamento, acrescentou Touma.
Segundo ela, o mecanismo proposto busca facilitar o trânsito seguro de navios comerciais que transportam fertilizantes e materiais relacionados pelo estreito, além de mitigar possíveis efeitos humanitários sobre países da Ásia e da África dependentes desses insumos.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirma que a queda de mais de 90% no tráfego de navios-tanque ameaça a produção agrícola e a segurança alimentar global.
Empresas buscam um mecanismo que restabeleça a liberdade de navegação sem a necessidade de escolta naval ou cobrança de pedágios, disse a fonte familiarizada com as discussões, acrescentando que a iniciativa poderá futuramente ser ampliada para outras cargas.
Reportagem de Olivia Le Poidevin para a Reuters
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