Órgão internacional dá aval para uso do etanol de milho do Brasil em navios
maio, 05, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202619
O Brasil fez seu etanol de milho dar um passo regulatório significativo na Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), o que dá ao país vantagem em relação aos Estados Unidos e a outros competidores na corrida para fornecer biocombustíveis para os navios que atravessam os oceanos.
O etanol de milho do Brasil, produzido a partir da segunda safra do grão, é o primeiro biocombustível compatível com o transporte marítimo a ter sua pegada de carbono definida e aprovada pela IMO, de acordo com o capitão Flavio Mathuiy, que representa o Brasil no regulador marítimo global. A IMO, que tem sede em Londres, não respondeu a um pedido de comentário durante um feriado no Reino Unido.
O movimento retira um obstáculo fundamental antes da entrada em vigor de um framework da IMO para reduzir as emissões de gases-estufa no transporte marítimo, dando um impulso para os produtores de milho do país e vendedores de etanol. O framework da IMO foi aprovado em abril de 2025, mas sua adoção foi postergada para dezembro de 2026 após pressão dos EUA. A indústria global de navegação responde por 2% a 3% das emissões de gases de efeito estufa no mundo, de acordo com a IMO.
O Comitê de Proteção Ambiental Marítima da IMO, que se reuniu em Londres na semana passada, aprovou um “valor padrão” de 20,8 gramas de gás carbônico equivalente por megajoule para o etanol brasileiro feito do milho de segunda safra. O valor de referência para o bunker de petróleo é de 93,3 gramas de gás carbônico por megajoule. “A aprovação do valor padrão sinaliza para as companhias de navios quais combustíveis alternativos elas podem escolher”, disse Mathuiy.
Segundo ele, o Brasil também está buscando aprovação técnica na IMO para o etanol de cana e o biodiesel feito de óleo de soja e gordura animal para uso no transporte marítimo.
Fonte: Valor Econômico
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