Petróleo, aço e aviões: Tarifaço de Trump contra o Brasil vai impactar exportações de indústrias do Vale e região
jul, 10, 2025 Postado porDenise VileraSemana202529
Petróleo, aço, ferro e aeronaves. Esses são alguns dos produtos fabricados por cidades do Vale do Paraíba e região bragantina que devem ser impactados com a nova taxação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos.
Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira (9), uma tarifa de 50% sobre qualquer produto exportado pelo Brasil. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto.
Em carta ao presidente Lula (PT), Trump justificou a medida dizendo ser uma vergonha internacional o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) e também afirmou que a relação comercial entre os dois países é injusta – saiba mais clicando aqui.
A decisão de taxar o país deve impactar as exportações das cidades que compõem o Vale do Paraíba e região bragantina, principalmente São José dos Campos, segunda cidade do país que mais vende para o mercado americano, ficando atrás só do Rio de Janeiro (RJ).
Outras cidades da região estão na lista de maiores exportadoras para os Estados Unidos: Ilhabela, São Sebastião e Pindamonhangaba.
Os produtos que o Brasil mais vende para os Estados Unidos são o petróleo, produtos semiacabados de ferro e aço, e aeronaves, segundo o Comex Stat, plataforma do governo federal que divulga dados de importação e exportação.
O petróleo, combustível mais exportado, é justamente o que São Sebastião e Ilhabela mandam para o mercado americano.
Em seguida, vêm os produtos semiacabados de ferro e aço, como os fabricados em Pindamonhangaba. E as aeronaves, vendidas pela Embraer por São José dos Campos, vêm em terceiro lugar.
Na visão da economista Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas, mesmo se o tarifaço anunciado se concretize, o Brasil tem alternativas, já que os produtos exportados para os EUA são de interesse de outros países, podendo abrir novas negociações para exportações fora do eixo americano.
“O que o Trump acabou de fazer é dar um reforço gigantesco para o Brics e para o Mercosul. O que o Brasil exporta para os Estados Unidos são produtos muito desejáveis, o mundo inteiro quer petróleo, quer café, né? São produtos que têm muito mercado”, avaliou Carla.
“Temos que conferir se realmente a ameaça será cumprida e, se for cumprida, aí teremos outro problema que é a busca por novos mercados e a adequação a esse percentual, mas a chance dele (tarifaço) se manter é baixa, pois isso vai ter uma elevação dos preços de uma forma gigantesca para o consumidor americano”, completou a economista.
Ao g1, a Embraer informou que não vai comentar o assunto neste momento.
O presidente Lula convocou os ministros para uma reunião no palácio do planalto para discutir a taxação. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou que considera injustas as tarifas anunciadas por Trump e que os Estados Unidos tem superávit com o Brasil, ou seja, eles vendem mais ao Brasil do que compram – saiba mais clicando aqui.
Apesar da crítica, Alckmin garantiu que o governo brasileiro manterá uma postura diplomática nas relações com Washington.
Fonte: g1
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