Porto Central obtém aval do Fundo da Marinha Mercante para financiamento da fase inicial
mar, 31, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202614
O Porto Central, complexo portuário de águas profundas em implantação no litoral sul do Espírito Santo, recebeu aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) para financiamento do projeto, em decisão tomada na 62ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada em 18 de março de 2026.
A aprovação representa um passo relevante para o avanço da primeira fase do empreendimento, embora a liberação dos recursos ainda dependa das etapas regulatórias previstas até a contratação da operação. Segundo o projeto, o apoio do fundo deve reforçar a estrutura de capital e ampliar a previsibilidade financeira da implantação.
De acordo com a administração do Porto Central, o financiamento aprovado pelo FMM se insere como complemento à estrutura financeira já em andamento. A empresa afirma que o cronograma de implantação não depende da liberação integral desses recursos, uma vez que o projeto já conta com capital próprio alocado.
O Fundo da Marinha Mercante é um instrumento de política pública voltado ao desenvolvimento da indústria naval e da infraestrutura portuária e aquaviária no Brasil. As operações são conduzidas por instituições credenciadas, como BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, e seguem trâmites próprios até a assinatura dos contratos.
Pelas regras do programa, a definição do banco operador ocorre na fase de contratação, dentro do prazo regulamentar de até 450 dias após a aprovação, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias. A liberação dos recursos costuma ocorrer de forma parcelada, conforme o avanço físico do projeto e o cumprimento de marcos contratuais.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o Porto Central foi o maior projeto individual aprovado na reunião do conselho. Em manifestação sobre a decisão, o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que empreendimentos dessa escala ampliam a capacidade de movimentação de cargas, atraem novos negócios e reforçam a integração logística do país.
Com a área terrestre já preparada e a pedreira em operação para fornecimento de rochas, o projeto prevê como próxima etapa o início das intervenções marítimas, incluindo a dragagem do canal de acesso e da área portuária, além da construção do quebra-mar sul.
A primeira fase do Porto Central foi desenhada para viabilizar operações de exportação de petróleo por meio de transbordo entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship. A proposta é permitir a transferência de carga para embarcações de maior porte e posicionar o terminal como alternativa logística para o escoamento da produção nacional.
Segundo o empreendimento, já há contratos firmados com Petrobras, Equinor, CNOOC e Repsol Sinopec, o que deve garantir a demanda inicial do terminal de granéis líquidos previsto para essa etapa.
Em perspectiva mais ampla, o plano diretor do Porto Central prevê a formação de um hub multipropósito voltado às cadeias de petróleo, gás natural, novas energias, agronegócio, mineração, carga geral e indústria, além da previsão de um terminal de contêineres.
Com mais de 20 milhões de metros quadrados, o complexo está entre os maiores projetos portuários em desenvolvimento no país. Segundo seus idealizadores, o terminal terá profundidade de até 25 metros, o que permitiria receber embarcações de grande porte e operar cargas como petróleo bruto, gás, grãos, fertilizantes, minérios, contêineres e carga geral.
Fonte: Porto Central
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