Porto de Itajaí fará recuperação do “molhe afundado” na Atalaia
jun, 09, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202624
Com a consolidação das operações e recordes de faturamento, o Porto de Itajaí está retomando investimentos de infraestrutura que ficaram travados durante a crise entre 2022 e 2024. O próximo projeto a sair do papel é a recuperação do cabeço do molhe sul, que sofre com afundamento desde 2012 e que teve o asfalto rompido em 2023, formando uma cratera no local.
O projeto básico para a obra foi entregue em dezembro de 2025. O processo avançou neste ano para a contratação da reconstrução, com investimento previsto de R$ 3,1 milhões. A publicação do edital de licitação aguarda autorização da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), responsável pela gestão do Porto de Itajaí. A contratação é prevista por quatro meses.
O projeto prevê a reconstrução de trecho de cerca de 100 metros do cabeço do molhe sul. A recomposição e o reforço da estrutura serão com a colocação de pedras e os tetrápodes – os famosos “pés de galinha” gigantes que são blocos de concreto maciço. Eles terão peso médio de 7,5 toneladas. Na conclusão da obra, ainda haverá a repavimentação do trecho do molhe.
O trabalho de recuperação vai reaproveitar blocos existentes no local e rochas do porto que estão no molhe norte, segundo o projeto técnico. Os tetrápodes serão colocados de modo que fiquem travados entre si, garantindo um sistema estável, durável e resistente pra conter a energia das ondas e impedir a erosão. Os materiais devem cobrir um volume de mais de quatro mil metros cúbicos.
A obra visa evitar maior deterioração da cabeceira do molhe sul, recuperando a estrutura pra cumprir a função de proteção contra as ondas. As últimas intervenções foram entre 2000 e 2006, com reforço e elevação da estrutura e a colocação de mais de dois mil tetrápodes. O estudo técnico avalia que as barreiras se “comportaram adequadamente” ao longo dos anos, estando, em geral, em condições seguras, mas sendo necessárias as intervenções junto ao cabeço.
O projeto ganha mais importância com a previsão do “super El Niño” no segundo semestre, com risco de ressacas e eventos climáticos extremos. Diante do cenário, a vereadora Anna Carolina (Republicanos) cobrou, no mês passado, informações sobre a situação atual do molhe sul e os projetos de manutenção previstos pra evitar impactos no complexo portuário.
Ela destacou que o molhe sul protege não só uma estrutura, mas a economia de Itajaí, e lembrou a situação de 2023, quando o porto alegava falta de recursos e que não havia urgência na obra. “Precisamos de transparência, planejamento e ações concretas para proteger empregos, empresas e a principal atividade econômica da nossa cidade”, comentou.
Neste ano, a contratação da obra ganhou prioridade após a Codeba assumir a gestão do porto. O processo já tem as minutas do edital e do contrato elaboradas pelas equipes técnicas e espera pela autorização da licitação. O tema deve ser tratado na próxima reunião da diretoria executiva. A falta de recursos não é mais preocupação. O porto registrou mais de R$ 227 milhões em faturamento desde a retomada das operações com a federalização.
Fonte: Diarinho.net
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