Porto de Itajaí registra crescimento anual de 40% na movimentação de cargas durante os primeiros 4 meses de 2026
jun, 05, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202623
O Porto de Itajaí (SC) vive momento de expansão. Após a retomada das operações sob gestão do Governo Federal, o complexo portuário vem registrando crescimento na movimentação de cargas e se prepara para um novo ciclo de investimentos com a concessão do Canal de Acesso Aquaviário, projeto que prevê aportes de R$ 311 milhões ao longo de 25 anos.
Os resultados já aparecem nos números operacionais. Após encerrar 2025 com a movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve o ritmo de expansão em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, crescimento de quase 40% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em abril, o volume foi de 430,3 mil toneladas, alta de 57% em comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do complexo portuário.
No total, ao longos dos primeiros quatro meses de 2026, o Porto de Itajaí movimentou 76.902 TEUs em operações de longo curso. Confira a seguir quantidades mensais movimentadas, tanto na exportação quanto na importação, segundos os dados da Datamar:
Exportação & Importação | Porto de Itajaí | Sep 204 – Abr 2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Novo ciclo de investimentos
Para ampliar a capacidade operacional do complexo de receber navios maiores, o que representa mais cargas, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) preparam o leilão do Canal de Acesso Aquaviário ao Porto de Itajaí. O projeto será o segundo leilão de um canal de acesso público da história do país.
Com investimentos estimados em R$ 311 milhões, a concessão prevê a ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura do canal pelos próximos 25 anos.
O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, ressalta que o projeto consolida o novo modelo de gestão da infraestrutura aquaviária no Brasil, iniciado com a concessão do Canal de Paranaguá. “Esse formato permite maior eficiência no gerenciamento do canal, amplia a segurança da navegação e contribui para o aumento da competitividade do Porto de Itajaí”, afirma.
O contrato contempla dragagens periódicas, manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, com o objetivo de garantir previsibilidade operacional, mais segurança para a navegação e maior capacidade para receber embarcações de grande porte.
Ao final do contrato, a expectativa é de que o canal tenha capacidade para atender uma movimentação de até 3,43 milhões de TEUs por ano, ampliando a competitividade do complexo e fortalecendo sua posição estratégica na logística nacional.
Retomada histórica
Os resultados refletem o processo de recuperação iniciado após o retorno da gestão federal do porto. Em janeiro de 2025, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assumiu temporariamente a administração do Porto de Itajaí, com a missão de restabelecer a capacidade operacional do complexo e preparar sua estrutura para um novo ciclo de crescimento.
Os avanços foram rápidos. Entre janeiro e agosto de 2025, o porto movimentou 2,5 milhões de toneladas, volume 127% superior ao registrado em todo o ano de 2024, quando foram movimentadas 1,1 milhão de toneladas, segundo dados da Antaq.
O porto havia enfrentado um período de paralisação de aproximadamente um ano e meio, encerrado em 2023. Desde então, a retomada das operações, aliada à recuperação da confiança do mercado e à reestruturação da gestão, vem impulsionando os resultados do complexo.
Atualmente, o Porto é gerido pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba). Desde o retorno, o Porto de Itajaí já acumula mais de R$ 227 milhões em faturamento, recursos que vêm contribuindo para novos investimentos, modernização da infraestrutura e ampliação da capacidade operacional.
Paralelamente, seguem em andamento as ações de manutenção do canal de acesso. O porto opera normalmente e conta com contrato definitivo de dragagem, além do acompanhamento técnico da Marinha do Brasil e da Antaq para garantir segurança, previsibilidade e competitividade às operações. A manutenção das profundidades do canal é considerada fundamental para a homologação das condições de navegação e para o recebimento de embarcações cada vez maiores.
Fonte: Portal Portuário
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