Porto de Santana amplia conexão com a Ásia e projeta expansão com leilão de novo terminal
jan, 26, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202605
O cenário logístico do Arco Norte brasileiro ganha um novo contorno com a consolidação de rotas estratégicas a partir do Porto de Santana, no Amapá. Gerido pela Companhia Docas de Santana (CDSA), o complexo portuário vem reduzindo a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste ao estabelecer conexões diretas com mercados globais. O destaque do período é a nova rota marítima entre Santana e o Porto de Gaolan (Zhuhai), na China, que promete reduzir o tempo de trânsito entre os dois países em até 30 dias.
Infraestrutura e Produtividade
Para sustentar o aumento de demanda, o porto recebeu o aporte de um novo shiploader (carregador de navios) avaliado em R$ 80 milhões. O equipamento tem capacidade para movimentar 1.500 toneladas por hora, o que deve elevar a eficiência operacional no embarque de granéis sólidos.
Os indicadores operacionais de 2025 já refletem esse movimento: a movimentação de cargas registrou um aumento de 13,5% em comparação ao ano anterior. Segundo a administração da CDSA, o foco atual reside na melhoria do calado e na modernização dos equipamentos para comportar o fluxo de exportações voltado à Ásia, Europa e América do Norte.
Próximos Passos: O Leilão da Área MCP 01
Um marco decisivo para a expansão do porto ocorrerá no próximo dia 26 de fevereiro, com o leilão da área MCP 01, anunciado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
Detalhes do terminal MCP 01:
- Área total: 30.546 m².
- Foco operacional: Movimentação de cavaco de madeira e granéis sólidos vegetais.
- Perfil: Navegação de longo curso para exportação.
Confira a seguir as principais cargas movimentadas em 2025, no sentido exportação, no Porto de Santana, segundo dados obtidos na plataforma DataLiner, da Datamar:
Porto de Santana | Principais Exportações | 2025 | WTM
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A licitação desta área é vista por especialistas como um passo fundamental para transformar Santana em um hub internacional, aproveitando sua localização geográfica privilegiada em relação ao Canal do Panamá e às rotas do Atlântico Norte.
Impacto Regional e Estratégico
A diversificação de destinos — que agora incluem corredores para o Caribe e Estados Unidos — tem impulsionado a economia local e a geração de empregos no setor de comércio exterior. Para Edival Tork, presidente da CDSA, as transformações são necessárias para acompanhar a inserção definitiva do Amapá no mercado global.
“O crescimento dos últimos anos exige investimentos contínuos em infraestrutura, desde o aumento do píer até o arrendamento de novas áreas. O Porto de Santana hoje é peça ativa na logística internacional”, afirma Tork.
Ao integrar-se de forma mais robusta ao Arco Norte, o Porto de Santana não apenas fortalece a balança comercial do Amapá, mas oferece uma alternativa competitiva para o escoamento da produção nacional, reduzindo custos logísticos e o tempo de entrega para os principais centros consumidores do mundo.
Fonte: Docas de Santana
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